Educação

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27 de agosto de 2013 • 08h26

Médicos estrangeiros farão quatro provas durante 15 dias de curso

 

Os médicos estrangeiros que irão atuar no programa Mais Médicos iniciaram na segunda-feira um curso com uma carga horária de 120 horas, que vai das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira. O jornal Folha de S. Paulo teve acesso aos manuais do aluno e do professor, que mostram que os médicos terão de fazer quatro avaliações durante os 15 dias do curso.  Antes da prova final, eles passarão pelo menos 10 horas discutindo o marco ético-jurídico do trabalho médico no Brasil.

O curso tem sete eixos: políticas de saúde no Brasil; organização de sistemas de saúde; atenção à saúde; vigilância em saúde e trabalho em equipe; atenção às doenças mais prevalentes; aspectos éticos e legais, além de português. O manual do treinamento também mostra que eles passarão mais tempo assistindo a documentários e a vídeos e fazendo atividades relacionadas aos filmes do que visitando centros de saúde. Enquanto as visitas às unidades de saúde consumirão, ao menos, oito horas, a programação dedica 12 horas e meia aos filmes. Entre os documentários estão Ilha das Flores, de Jorge Furtado, e Meninas, de Sandra Werneck, que tratam da vida no lixão e da gravidez na adolescência.

ENTENDA O 'MAIS MÉDICOS'
- Profissionais receberão bolsa de R$ 10 mil, mais ajuda de custo, e farão especialização em atenção básica durante os três anos do programa.
- As vagas foram oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, interessados em atuar nas regiões onde faltam profissionais.
- Com o não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitou a candidaturas de estrangeiros - incluindo convênio com Cuba para a vinda de 4 mil médicos. Eles não precisam passar pela prova de revalidação do diploma
- O médico estrangeiro vai atuar na região indicada previamente pelo governo federal, seguindo a demanda dos municípios.
- O programa também prevê a criação de 11,5 mil novas vagas de medicina em universidades federais e 12 mil de residência em todo o País, além da inclusão de um ciclo na residência em que os profissionais atuarão no Sistema Único de Saúde (SUS).
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