Mangabeira propõe método de ensino para centros tecnológicos

Mangabeira propõe novo método de ensino para centros tecnológicos

25 mar 2009
15h44
atualizado às 16h12

Um projeto de qualificação, ampliação ao acesso e reestruturação na rede de escolas federais de ensino médio tecnológicas foi proposto nesta quarta-feira a reitores das instituições pelo ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, da Presidência da República, Mangabeira Unger.

A sugestão foi feita durante o segundo dia do encontro do Conselho de Dirigentes dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTs), em Brasília.

Na reunião, o ministro apresentou aos integrantes da comissão a proposta de incluir no ensino das instituições tecnológicas um método de aprendizagem capacitador e analítico ao invés do tradicional que vem sendo usado.

Segundo Mangabeira, o objetivo é proporcionar ao jovem estudante maior preparo para o mercado de trabalho e, assim, oferecer um leque mais amplo de oportunidades para o emprego. "O projeto começaria com uma nova escola média, com uma combinação do ensino geral, porém de orientação analítica e capacitadora, com o ensino técnico voltado para o domínio das capacitações práticas genéricas e flexíveis", explicou o ministro.

Para a reitora do Instituto Federal Tecnológico de Santa Catarina e vice-presidente do conselho, Consuelo Sielski, as propostas para um novo modelo de ensino nas instituições são um incentivo à melhoria da qualidade da educação do país e vão proporcionar aos jovens um amplo espaço no mercado de trabalho.

"O projeto é voltado para a rede de ensino médio para a profissionalização, é um incentivo ao empreendedorismo. Nós ficamos bem satisfeitos com a apresentação do projeto", disse a reitora. Segundo ela, esse foi o primeiro encontro com Mangabeira para discutir o modelo de desenvolvimento das escolas e a previsão para o início da sua implantação ainda está em discussão. "Estamos estudando as propostas", afirmou.

O Brasil conta com 140 Instituições Federais Tecnológicas em todas as regiões do País. Outras 15 estão em fase de construção. A previsão do governo é abrir 60 mil matrículas nesses estabelecimentos de ensino, com um investimento de R$ 398 milhões até 2011.

Agência Brasil Agência Brasil

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