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Lula comemora "revolução na educação" em visita à Conae

1 abr 2010 - 15h45
(atualizado às 19h36)
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Felipe Franke
Direto de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira da plenária final da Conferência Nacional da Educação (Conae). Ovacionado pelos participantes, Lula subiu ao palco e defendeu as realizações sociais do seu governo.

Lula participa da plenária final da Conferência Nacional da Educação (Conae), em Brasília
Lula participa da plenária final da Conferência Nacional da Educação (Conae), em Brasília
Foto: Felipe Franke / Especial para Terra

"Ouso dizer que podemos em marcha fazer uma verdadeira revolução na área da educação", afirmou. "Nós fizemos, em oito anos, mais diferença que todos os governos destes últimos 60 anos", disse Lula, citando a expansão das universidades federais e a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação (Fundeb), que substituiu o antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

"Temos muito o que comemorar em termos de relizações na área da educação", afirmou. Antes disso, Francisco Chagas, organizador da Conae, realçou o fato de o novo PNE ter sido uma realização social e democrática da sociedade brasileira. "Estamos construindo coletivamente as diretrizes do PNE, e isto é muito diferente das condições que geraram o PNE inicial", afirmou em referência ao PNE que vigorou de 2001 até 2010.

Em seu discurso, Chagas realçou dois dos principais pontos que serão aprovados ao término da Conae. "Presidente, temos desafios fortes, e é por isso que estamos aqui", comentando sobre a temática do financiameno da educação, que "a plenária se encaminha para aumentar". Trata-se da defesa de investimento na educação como proporçõa do PIB, que alcançaria 7% em 2011 e 10% em 2014.

Chagas também lembrou, ao aplauso dos delegados, que "o piso tem que ser implementado em todo País", fazendo referência ao salário-base do magistério nacional, aprovado em janeiro de 2010, que ainda encontra dificuldades de ser executado em todos estados e municípios. Estes mesmos temas foram os escolhidos pelo Ministro da Educação Fernando Haddad, que disursou antes de Lula. "O senhor termina seu mandato multiplicando por três o orçamento do MEC (Ministério da Educação)", disse Haddad, em referência ao presidente.

Na opinião de Haddad, Lula acertou ao "assumir a educação como política de Estado". Como exemplo, citou a vitória que o governo obteve, ao mudar a Constituição para estabelecer o piso do magistério. Haddad acrescentou que "temos que dicutir qual será a remuneração do professor da a 2, 4, 6 anos", enfatizando que o piso atual é pouco e defendendo uma "mesa permanente de negociação" do tema.

O recém empossado Ministro da Igualdade Racial Elói Araújo exaltou a política de inclusão preconizada pelas mdidas educacionais do Governo Lula. "Nunca antes na história desse País tivemos tanto acesso de negros e pardos na universidade brasileira." Ele elogiou também a política de cotas, que "têm obtido resultados fantásticos".

Fonte: Especial para Terra
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