Livros de fantasia podem “danificar o cérebro de crianças”

Diretor de escola disse que livros como ‘Harry Potter’, ‘Game of Thrones’ e ‘Jogos Vorazes’ são prejudiciais à saúde mental das crianças

9 mai 2016
13h12
atualizado às 13h29
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Diretor de escola inglesa quer banir livros como Harry Potter, Game of Thrones e Jogos Vorazes. Ele acredita que pode “danificar o cérebro de crianças”, afirmou um professor de uma escola particular do Reino Unido. As informações são do site The Independent.

Recentemente, o diretor Graeme Whiting publicou um extenso post intitulado A Imaginação da Criança no site da escola Acorn, em que argumenta que os pais devem proibir que seus filhos leiam “textos místicos e assustadores” que ele acredita conter “material profundamente insensível e viciante”.

Harry Potter
Harry Potter
Foto: Divulgação

Whiting, que se considera uma representante dos “valores da literatura tradicional”, escreveu que a compra desses livros é como “alimentar as crianças com um monte de açúcar”. O professor ainda pediu que os responsáveis “protejam” os pequenos da “literatura demoníaca, feita com magias e histórias assustadoras de fantasmas” e expressou sua indignação com uma falta de “licença especial” para produzir estes contos.

“Quero que as crianças comecem a ter literaturas propícias para suas idades e deixem os textos místicos e assustadores para quando puderem discernir a realidade. Harry Potter, Senhor dos Anéis, Game of Thrones e Jogos Vorazes são alguns dos livros do mundo moderno que contém material profundamente insensível e viciante e que estou certo de que incentivam o comportamento difícil das crianças. Mas, mesmo assim, eles podem ser comprados sem uma licença especial, e isso pode danificar o cérebro e o subconsciente das crianças e jovens, muitos dos quais podem ser adicionados às estatísticas atuais de crianças com doenças mentais”, escreveu.

“Para muitos jovens adultos, essa literatura pode ser entendida pelo que é, e essa é uma escolha deles”, disse. O professor também listou como Wordsworth, Keats, Shelley, Dickens e Shakespeare, como seus autores favoritos. “As crianças são inocentes e puras e não precisam ser maltratadas com essa imaginação que se encontra dentro dessas coisas inapropriadas”, concluiu. 

Fonte: Terra

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