Ipea: brasileiros devem alcançar o mínimo de estudo em 5 anos

18 nov 2010
10h32
atualizado às 10h41

Desde 1992, o tempo médio de estudo do brasileiro cresceu 2,3 anos, alcançando 7,5 anos. Se for mantida essa média, o mínimo previsto pela Constituição (8 anos) será alcançado em cinco anos. A análise foi feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009 (Pnad), e divulgada nesta quinta-feira.

Por outro lado, se compararmos por região, a situação fica mais complicada. O instituto afirma que o Sudeste é a região com mais anos de estudo em média (8,2) e o Nordeste a menor (6,3), sendo que a diferença entre as duas regiões se mantém acima de 2 anos desde 1992. Além disso, o crescimento do Nordeste é o menor (anualmente, a média da região cresce 0,10 ano) e o primeiro é o Centro-Oeste (0,19 ano).

Hiato educacional
Outro dado divulgado pelo Ipea é o chamado hiato educacional - a quantidade de anos de estudo que, em média, faltam aos brasileiros que ainda não completaram o mínimo previsto na Constituição (8 anos) para atingir esta meta. A pior faixa etária nos dados é a da população com mais de 30 anos - 5,1 anos. Contudo, o Ipea ressalta que, desde 1992 (quando a média era 5,6), houve melhora na situação.

Houve queda no hiato em todas as faixas etárias. Na população de 15 a 17 anos, por exemplo, o hiato caiu de 4 anos para 2,8 - número que se mantém praticamente o mesmo desde 2004. "Esse hiato revela a dificuldade dos alunos de concluir, no tempo adequado, seus estudos, o que remete aos problemas da repetência e da evasão escolar", diz o Ipea no estudo.

O instituto recomenda a ampliação do acesso da população de maior idade a cursos para educação de jovens e adultos. O Ipea diz ainda que é necessário assegurar a conclusão do ensino fundamental a todos os brasileiros na idade adequada, o que "poderá favorecer a progressiva obrigatoriedade do ensino médio, prevista na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação".

Fonte: Redação Terra
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