O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira, durante abertura do encontro entre representantes da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação, e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), que a melhoria da qualidade das escolas do campo é um dos maiores desafios da educação. A afirmação baseia-se na falta de professores qualificados e na infra-estrutura precária das instituições rurais de ensino.
Segundo Haddad, esses problemas, por muitos anos, não estiveram na agenda da educação. "Agora, temos de fazer o possível para resolvê-los, numa parceria entre os governos federal, estaduais e municipais."
Entre os programas do MEC voltados para a população do campo estão o Caminho da Escola, de transporte escolar; ProInfo rural, de laboratórios de informática, e a Escola Ativa, de melhoria do ensino em classes multisseriadas. Para a formação de professores, foi criado o Procampo, que oferece cursos de licenciatura a profissionais não graduados que dão aulas nas escolas rurais. O programa é desenvolvido em parceria com universidades públicas federais e estaduais. Hoje, 38 mil professores sem formação superior atuam nessas escolas.
O domínio das terras foi outro problema citado pelo ministro. Muitas escolas foram erguidas em áreas de fazendas, o que dificulta o repasse de verbas para os municípios investirem na infra-estrutura. Segundo Haddad, o MEC elabora estudo para verificar a possibilidade de enviar os recursos diretamente a cada escola, pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).
Haddad também sugeriu a criação de uma política do campo, instituída por decreto para orientar os gestores sobre a implementação de ações nas áreas rurais. No encontro, que se encerra nesta sexta-feira, dia 3, serão apresentadas diversas ações do MEC à nova diretoria da Undime.
Redação Terra