Após acidente que matou 4, Rio quer coibir transporte ilegal

03 de julho de 2009 • 02h42 • atualizado às 10h49

Dois dias após o acidente com uma van escolar que matou quatro crianças no Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) prometeu uma campanha junto à Secretaria Especial da Ordem Pública (SEOP) para combater o transporte irregular de alunos na cidade. A iniciativa só deve começar em agosto, quando terminam as férias escolares.

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Na última quarta-feira, uma van que transportava 10 estudantes do Colégio Pedro II bateu na traseira de um reboque da prefeitura que socorria um automóvel enguiçado na Linha Vermelha, sentido Baixada Fluminense. Morreram no acidente Raiane da Silva Souza, 14 anos, Vinícius Lopes da Silva, 11 anos, Esther Reis Fernandes da Rocha, 8 anos, e André Lucas Couto Teles, 7 anos. Segundo a SMTR eles não usavam cinto de segurança.

Ficaram feridos Gabriele Moraes Santos Silva, 10 anos, Pedro Henrique Santos Silva, 10 anos, Taissa Cristine Siqueira Lima, 9 anos, Mateus Couto Teles, 8 anos, Maria Clara Soares Oliveira, 7 anos, e o motorista Carlos Alberto Rodrigues de Souza.

Ontem, o juiz Rodrigo Faria de Sousa, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, concedeu liberdade provisória a Souza, que tinha sido preso em flagrante pela suposta prática dos crimes de homicídio e de lesão corporal culposa. Na decisão, o juiz considerou que, apesar da gravidade do acidente, não há circunstâncias que justificam a prisão preventiva dele. O magistrado também levou em consideração que o réu é primário e possui domicílio fixo, fatos que não impedem a aplicação da lei penal sobre o réu.

Van irregular
O veículo que não passava por vistoria desde 2007 havia sido multado no dia 9 de junho por fazer transporte irregular remunerado de passageiros, segundo o Detran. A documentação também não estava regularizada.

O motorista explicou que não pôde fazer as vistorias de 2008 e 2009 por falta de tempo e por seu carro ser registrado em Cabo Frio.

Com informações do JB

Redação Terra
 
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