A manifestação atraiu menos de 100 pessoas ao auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo |
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
A manifestação organizada pelo Fórum das Seis, entidade que reúne representantes de professores, funcionários e alunos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), atraiu menos de 100 pessoas ao auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa de São Paulo nesta quinta-feira.
A Polícia Militar reforçou o efetivo com cerca de 30 homens e chegou a colocar barreiras na entrada do parlamento paulista, mas o clima do protesto foi de tranquilidade. O protesto marcado para esta quinta-feira em função da expectativa em torno da votação da lei de diretrizes orçamentárias foi frustrado, pois um acordo de lideranças fez com que a votação fosse realizada na seção de ontem.
Segundo o professor da Unesp de Presidente Prudente, Antonio Luis de Andrade, 51 anos, a previsão era de reunir cerca de 150 docentes no ato desta tarde. Entre outras coisas, os professores pedem aumento do repasse do ICMS para as instituições, de 9,57 para 11,6%. Eles também questionam o formato em que está sendo proposto o ensino a distância, projeto chamado de Universidade Virtual (Univesp).
"Somos contra que um estado do tamanho e importância de Pão Paulo apele para esta precarização do ensino", disse o professor. Ele defende que o ensino à distância seja oferecido apenas em locais de difíl acesso como fronteira e presídios. Para o presidente da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), Otaviano Elene, o movimento é em defesa da democracia na universidade pública em geral. Ele afirma que a atitude considerada centralizadora da reitora Sueli Vilela é um sintoma de como se dá o processo administrativo da USP.
"Elegemos democraticamente apensa cinco dos mais de 100 membros do conselho diretor da universidade", exemplifica Otaviano Elene.
O auditório Franco Montoro, que tem capacidade para 240 pessoas, ficou com várias cadeiras desocupadas.
Redação Terra