Professores, funcionários e alunos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram em assembléia realizada nesta quarta manter a greve iniciada no dia 5 de maio. Também ficou definida a realização de uma manifestação na Assembléia Legislativa de São Paulo, nesta quinta-feira, às 14h, para pedir o aumento da verba para a educação pública no estado, a democratização da universidade pública, com mudanças no estatuto e eleições para reitor, e o fim da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), projeto de ensino universitário público à distância.
Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho, na próxima segunda-feira (29), representantes das três universidades realizam outro ato em frente à reitoria da USP, onde ocorrerá uma nova reunião entre o Conselho de Reitores das Universidades do Estado de São Paulo (Cruesp) e o Fórum das Seis, entidade que reúne funcionários, docentes e alunos das três universidades públicas estaduais: USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Segundo o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp), os funcionários, professores e alunos da instituição continuam em greve assim como as três categorias da USP.
A Unicamp decidiu finalizar a greve. Segundo informações do site da Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp), durante assembléia ontem (23) ficou definido o fim da paralisação e a criação de grupos de trabalho para acompanhamento das questões sobre carreira, sobre a Univesp e o orçamento da universidade.
Avanços
De acordo com o diretor do Sindicato dos Funcionários da Universidade de São paulo (Sintusp), Magno de Carvalho, a reunião realizada nesta tarde com a reitora da USP, Suely Vilela, resultaram em alguns avanços na pauta específica da entidade.
"A reitoria concordou em dar o auxílio-alimentação aos funcionários, no valor de R$ 400, uma outra ajuda de custo de R$ 420 para os trabalhadores que têm filhos portadores de necessidades especiais e recuar nas questões sobre o projeto de carreira, aceitando discutir os planos abertamente em assembleia", informou.
Conforme Carvalho, Suely Vilela pediu em troca que os funcionários assinassem um acordo de fim de greve, mas a solicitação foi recusada pela categoria.
Agência Brasil