Grevistas da USP realizam assembleias nesta terça

23 de junho de 2009 • 09h39 • atualizado às 10h28

Os professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) realizam nesta terça-feira assembleias para discutir a reunião realizada na tarde de ontem entre o Fórum das Seis - que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas (USP,Unesp e Unicamp)- com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). A reunião terminou sem avanços e as duas entidades não conseguiram fechar acordo.

Segundo os representantes das entidades, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) se reúne às 10h no prédio de história e a Associação dos Docentes da USP (Adusp) às 16h no prédio de geografia. Os estudantes se reunirão às 18h, mas não informaram qual o local foi escolhido.

De acordo com Magno de Carvalho, diretor do Sintusp, a reitoria não apresentou nenhuma proposta e manteve o mesmo percentual de reajuste para os funcionários anteriormente apresentado, 6,05%.

Em virtude da falta de novas propostas, o presidente da Adusp, Otaviano Helene, afirmou que uma nova assembleia nesta terça-feira irá avaliar a continuidade do movimento.

Em nota, a Assessoria de Imprensa da Reitoria da USP afirma que o Cruesp "reitera sua disposição em manter o oferecimento do reajuste de 6,05% (índice de inflação medida pelo IPC-FIPE), mesmo em face da queda de 4,88% da arrecadação do ICMS de janeiro a maio, em relação aos valores previstos para o período."

Outras solicitações do Sintusp também não foram atendidas. Magno de Carvalho afirma que os processos contra o sindicato, as ameaças de demissão e o afastamento do funcionário Brandão, não foram revogados. "É um absurdo! Essa é uma tentativa de destruir o sindicato."

O único pedido que foi atendido foi o cancelamento do vestibular da Universidade Virtual de São Paulo (Univesp), que estava marcado para o mês de agosto. Segundo Carvalho, porém, o cancelamento nada teve a ver com as reivindicações de alunos, professores e funcionário, e sim com a impossibilidade da realização do exame em função da greve. "A USP não teve como organizar o vestibular", afirmou.

Os funcionário, professores e alunos da USP são contrários à criação da Univesp pois alegam que o projeto de ensino à distância da instituição precariza o ensino e põe em risco empregos na universidade.

Nesta segunda-feira, a Polícia Militar deixou o campus da Universidade de São Paulo (USP). A saída dos policiais do campus faz parte de um processo de reabertura das negociações entre a reitoria e os grevistas. Professores e funcionários em greve, em contrapartida, não farão piquetes no campus. O acordo é válido para segunda, dia da reunião entre o Fórum das Seis e Cruesp, e para terça-feira, quando os funcionário devem ter reunião com a reitora da USP, Suely Vilela.

Também na segunda, cerca de 300 grevistas da USP realizam uma quadrilha de festa junina para marcar a retomada das negociações com a universidade. Os manifestantes enfeitaram a entrada da reitoria com bandeirinhas coloridas e improvisavam um churrasquinho.

Confrontos
No último dia 9, soldados da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo entraram em confronto com estudantes, professores e funcionários da USP. O conflito teve início quando a polícia dispersou os manifestantes que tentavam bloquear a entrada do Portão 1 da universidade.

Redação Terra
 
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