Estudantes realizam protesto contra greve da USP

19 de junho de 2009 • 19h57 • atualizado às 21h08
Estudantes contrários à paralisação trocaram empurrões com os favoráveis ao movimento grevista Foto: Hermano Freitas/Terra
Estudantes contrários à paralisação trocaram empurrões com os favoráveis ao movimento grevista
19 de junho de 2009
Foto: Hermano Freitas/Terra

Hermano Freitas

Direto de São Paulo


Em um bem humorado protesto, dezenas de estudantes contrários ao movimento grevista do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) gritaram palavras de ordem no fim da tarde desta sexta-feira na praça do relógio, na cidade universitária da Universidade de São Paulo (USP). Em coro e levantando os braços, os estudantes pediram a volta dos serviços da universidade. "Queremos a volta do bandejão e do (ônibus) circular", diziam.

Os estudantes tiveram como alvo o ex-funcionário da USP, Claudionor Brandão demitido no final do ano passado e cuja a readmissão é solicitada pelo sindicato. Falando contra a readmissão de Brandão, os estudantes criticavam, com ironia, as reivindicações do movimento grevista. "Fora Brandão, queremos bandejão", gritavam.

Em um ato simbólico, os estudantes deram-se as mãos e abraçaram o lago da praça do relógio. Um abaixo assinado contra a greve também foi realizado no protesto.

Atendendo a uma denúncia anônima realizada pelo telefone 190, a PM foi chamada para controlar a manifestação e deslocou uma viatura com três policiais para o local. Mas não interviram no protesto.

Após a retirada da polícia, um grupo de manifestantes à favor da greve confrontou os estudantes em protesto. Com troca de ofensas, empurrões e palavras hostís, os dois lados se enfrentaram. Não houve feridos.

Segundo o estudante de Ciências Sociais, Fábio Osias Zucker, 20 anos, a a oposição é principalmente contra o radicalismo de ambos os lados, tanto do Sintusp quanto da Reitoria. "Ficamos a favor da greve após o episódio de violência envolvendo a PM", afirma.

A também estudante de Ciências Sociais, Irina Cezar, 20 anos, disse que não é contra as reivindicações da greve, mas que depende dos serviços essenciais interrompidos. "Eu preciso do bandejão e do circular".

Além do protesto, os manifestantes distribuiram panfletos condenando a greve e a presença de partidos políticos na tomada de decisões da universidade.

Alheios ao movimento, alguns aproveitaram para divulgar festas e consumir bebidas alcoolicas.

Redação Terra
 
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