Problema de visão afeta aprendizado, apontam especialistas

03 de março de 2009 • 14h56 • atualizado às 15h06
Segundo a OMS, cerca de 10% das crianças em idade escolar apresentam deficiência visual, problema que pode comprometer os estudos se não for tratado ... Foto: Getty Images
Segundo a OMS, cerca de 10% das crianças em idade escolar apresentam deficiência visual, problema que pode comprometer os estudos se não for tratado na infância
03 de março de 2009
Foto: Getty Images

Falta de atenção, notas baixas e letras grandes e tortas. Os sinais, que parecem indicar desinteresse do aluno pela escola, podem na verdade estar escondendo problemas de visão. Cerca de 10% das crianças em idade escolar apresentam deficiência visual, segundo a Organização Mundial de Saúde. Detectar o problema ainda na infância é fundamental para garantir o bom aprendizado dos pequenos e evitar lesões mais graves no futuro, alertam especialistas.

De acordo com a oftalmologista Andréa Lima Barbosa, pais e professores devem ficar atentos a atitudes como franzir a testa ao ler e dificuldade para visualizar o quadro-negro. Elas podem ser indícios de miopia, astigmatismo ou hipermetropia - doenças visuais que mais afetam meninos e meninas. "As crianças não sabem expressar a dificuldade de enxergar, por isso cabe aos pais e professores ficarem atentos e realizarem exames periódicos", declara a médica.

Andréa explica que doenças diagnosticadas até os 10 anos de idade - fase em que a visão está totalmente formada - evitam a ambliopia, mal que causa o desenvolvimento desigual das vistas, podendo causar, inclusive, a perda da visão em um dos olhos.

Segundo a especialista, o uso de óculos permite o desenvolvimento saudável da vista e ajuda a criança nos estudos. "Os óculos devem se ajustar às orelhas, ser apropriados para a idade e manter os olhos centralizados nas lentes. É fundamental o apoio dos pais para que a criança aceite o tratamento".

Giovanna Barbosa Samary, 4 anos, começou a usar óculos há cerca de um mês. Segundo seu pai, Anderson Samary Soares, 35 anos, ela dizia ver os objetos embaçados e que tinha dificuldades de visualizar o que a professora escrevia no quadro. Com já há casos de miopia precoce na família, o economista resolveu levar a filha ao oftalmologista para exames.

"Minha esposa usa óculos desde os 5 anos de idade, por isso fiquei desconfiado. Minha filha ficou um pouco resistente para usar os óculos, mas compramos uma armação rosa e tentamos negociar o tempo de uso", ensina.

Pais e professores devem ficar atentos para a possibilidade de a criança estar com doenças de visão, já que ela não consegue verbalizar direito seu problema.

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