Professor deve ir além do livro didático, diz especialista

03 de março de 2009 • 10h35 • atualizado às 12h49
Diretor do Ministério da Educação diz que os livros didáticos devem ser um ponto de partida para o desenvolvimento da aprendizagem, e não uma cartilha ... Foto: Getty Images
Diretor do Ministério da Educação diz que os livros didáticos devem ser um ponto de partida para o desenvolvimento da aprendizagem, e não uma "cartilha fechada"
03 de março de 2009
Foto: Getty Images

Para que o livro didático faça parte de um processo educacional com qualidade, o professor não deve usá-lo como uma "cartilha fechada", mas como um ponto de partida para o desenvolvimento da aprendizagem. A avaliação é do diretor de políticas de material didático da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Marcelo Soares.

Para Soares, qualquer obra sempre traz "limitações", mas deve ser uma ferramenta orientadora do processo, inclusive para que se adapte às diferentes realidades do país. "Ele acaba ajudando o aluno e o professor a compreenderem melhor não só o conteúdo propriamente dito, mas a instrumentalizar a escola para no tratamento desses conteúdos poder trabalhar a realidade cultural, política, econômica de cada região", afirmou o diretor em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia.

O representante do ministério acredita que qualquer livro se mostra adequado às diferentes realidades culturais e sociais em que a escola está inserida, desde que os professores não tenham o livro como uma "cartilha fechada".

Segundo ele, durante o processo de seleção dos livros que serão distribuídos à rede pública, o MEC leva em conta se a obra procura apontar sugestões de estudos e atividades complementares que "levem o professor a trabalhar o livro dialogando com a realidade em que ele se situa". "É importante que o professor tome o livro didático como uma ferramenta de trabalho, não como o currículo mínimo que ele tem que desenvolver. Ele deve ser um apoio para o bom trabalho. O professor tem condições de ter uma relação de autonomia, de interação, sem subordinação ao livro.

E cada vez mais a gente vê experiências muito interessantes em que nossos professores utilizam o livro de maneira criativa, promotora do desenvolvimento cognitivo", indica.

Em 2008, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), adquiriu 103 milhões de exemplares de livros de diferentes disciplinas, com custo de R$ 719 milhões. Atualmente, o PNLD atende 31 milhões de estudantes do ensino fundamental e mais 7 milhões do ensino médio.

Agência Brasil
 
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