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Perdas
Além de prejudicar estudantes, a má conservação dos livros e a falta de devolução ocasionam gastos para o governo federal.
Segundo levantamento feito pelo FNDE, as maiores perdas ocorrem na região Norte, onde 16,5% dos exemplares são perdidos a cada ano, seguida do Nordeste, com 14,9%, do Centro-Oeste (12,1%) e do Sudeste (11,4%).
A região Sul, onde a perda é de 7,2%, está bem abaixo da média nacional, que é de 13%. "Esses números são os que usamos para a reposição do livro didático todos os anos. Se os estados e municípios não conseguirem uma devolução considerável, os estudantes podem ficar sem material", afirma Sônia Schwartz, coordenadora-geral dos programas do livro do FNDE.
Algumas cidades adotam estratégias simples para efetivar a devolução. "Muitas escolas promovem gincanas no fim do ano, dando pontos extras para as turmas com maior percentual de livros devolvidos; outras fazemprova com consulta nos últimos dias do ano e aproveitam para recolher os exemplares", diz Sônia.
A coordenadora lembra que é importante que os diretores registrem o número de livros devolvidos no Sistema de Controle de Remanejamento e Reserva Técnica (Siscort), disponível no site eletrônico do FNDE.
"O Siscort é uma ferramenta essencial para fazer o remanejamento dos livros didáticos das escolas que têm mais do que precisam para aquelas em que faltam exemplares".
Redação Terra