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O coordenador da pesquisa, Marcelo Paixão, destaca que o avanço da taxa média de anos na escola pode ser explicado pelo aumento "inédito" do contingente de pretos no ensino fundamental, no entanto, destaca que muitas pessoas entraram na escola em idade superior à adequada, ou seja, mais velhas do que o ideal para a turma.
Ainda segundo a pesquisa, houve aumento no número de alunos pretos e pardos nas universidades. No caso das públicas, o pesquisador destaca a influência das ações afirmativas e nas privadas, o destaque é o Programa Universidade para Todos (ProUni) que destina bolsas de estudo a alunos carentes.
O estudo ressalta, no entanto, que entre os jovens brancos com idade de freqüentar o ensino superior, um em cada cinco estava em sala de aula, enquanto cerca de 90% dos pretos e pardos, fora dela.
"O dado mostra o quanto temos que caminhar", afirma o professor ao defender a expansão do ensino superior para os negros, inclusive, na própria UFRJ, que resiste às cotas.
"As políticas de expansão de vagas têm que dialogar com esses indicadores, senão a gente deixa essas desigualdades persistirem por muito tempo, especialmente aqui na UFRJ", criticou.
O levantamento coordenado pelo professor Marcelo Paixão foi elaborado com base em indicadores do governo federal. Foram utilizados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de informações do Ministério da Educação e da Saúde.
Agência Brasil