Só a região Sudeste atinge a média de escolarização, diz Ipea

14 de outubro de 2008 • 12h30 • atualizado às 14h26
Número médio de anos de estudo por região, raça ou cor, faixa etária e localização (de 1992  a 2007)
Número médio de anos de estudo por região, raça ou cor, faixa etária e localização (de 1992 a 2007)
14 de outubro de 2008
Ipea/Divulgação

O quarto Comunicado da Presidência da série "Pnad-2007: Primeiras Análises", do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentaram uma ligeira ampliação do número médio de anos de estudo da população de 15 anos ou mais. No entanto, apenas a região Sudeste atingiu a média de 8 anos de escolarização de sua população - este é o número mínimo de anos de estudo estabelecido pela Constituição Federal de 1988.

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A região Nordeste obteve o pior índice. A média de anos de estudo na população acima de 15 anos nos estados desta região é de cerca de seis anos.

Existem diferenciais bastante expressivos também quando se observa esse indicador levando em consideração os quesitos localização e raça e cor. A população branca (8,2), em média, tem 2 anos de estudo a mais que a negra (6,2 anos).

Entre a população urbana, a taxa média é de 8,5 anos; na rural, 4,5 anos.

O estudo mostra que o número médio de anos de estudo ainda se encontra bastante insatisfatório, principalmente pelo fato de ser elevada a proporção de analfabetos entre adultos e idosos.

Observa-se que quanto mais velha a população, menor é a média de anos de estudo. A população com mais de 30 anos tem em média 6,5 anos de estudo, enquanto a população de 18 a 24 anos chega a ter 9,1 anos de estudo, ou seja, 2,6 anos de estudos a mais.

Portanto, segundo o Ipea, ampliar o acesso a cursos na modalidade de educação de jovens e adultos a esses segmentos populacionais implicará na aceleração do crescimento da escolaridade média da população brasileira.

Por outro lado, assegurar a conclusão do ensino fundamental a todos os brasileiros na idade adequada - meta que integra o compromisso do governo brasileiro no âmbito dos Objetivos do Milênio - não apenas concorrerá para ampliar o nível médio de escolaridade da população brasileira, como também favorecerá a progressiva obrigatoriedade do ensino médio prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Como resultado da análise, o Ipea aponta que a elevação do número médio de anos de estudo da população brasileira para um patamar minimamente aceitável dependerá em grande medida dos avanços que forem conquistados no âmbito da educação de jovens e adultos e em relação à universalização da conclusão do ensino fundamental.

Redação Terra
 
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