Já em 2009 a Secretaria quer atingir cerca de 110 mil vagas no novo programa. As escolas indicarão os educadores que desejarem participar. Todos os cursos serão a distância, via internet, com carga de 360 horas. Terão encontros presenciais ainda a serem definidos - no mínimo dois por semestre, além de provas presenciais.
A inovação, jamais utilizada na rede estadual paulista, pretende levar de maneira simples e objetiva cursos de pós-graduação a todas as regiões paulistas.
O conteúdo dos cursos será apresentado pelas universidades à Secretaria até fevereiro de 2009. A pasta determinou que tenham como base o currículo da rede e os resultados do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo).
Treze das 16 especializações serão nas disciplinas da grade curricular paulista: língua portuguesa, matemática, geografia, história, filosofia, sociologia, língua estrangeira (inglesa), ciências, química, física, biologia, educação física e educação artística. Outros três cursos serão de gestão, especificamente pra supervisores, diretores e professores-coordenadores.
"Fechamos uma parceria para que as três universidades preparem conteúdos com base nas dificuldades dos alunos e no que deve ser ensinado em sala de aula. O resultado será professores capacitados para sanar dificuldades específicas de nossos estudantes", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
A expectativa da Secretaria é iniciar os cursos em março de 2009, um mês após as universidades apresentarem os conteúdos. Neste momento, USP, Unesp e Unicamp estudam a divisão entre os 13 cursos de especialização em disciplinas. Os três de Gestão ficarão a cargo da USP.
A expectativa de gasto da Secretaria é de pelo menos R$ 52 milhões. Além da parceria com as universidades, a Secretaria avalia se será necessário definir faculdades em todas as regiões do Estado que abrigarão os alunos nos momentos presenciais do curso.
Carreira
Com os cursos de pós-graduação, além de mais conhecimento, os professores terão ascensão na carreira. Com a carga de 360 horas, passarão a acumular 44 pontos, se estiverem há pelo menos quatro anos no mesmo cargo.
Para passar de nível na carreira de professor é preciso acumular 35 pontos (nível 1 para o 2), 40 pontos (nível 2 para o 3), 50 pontos (3 para o 4) e 60 pontos (4 para o 5). Todos os professores que passam de nível recebem 5% de aumento salarial. São cinco níveis.
Redação Terra