Saiba como estudar no exterior sem gastar muito

27 de setembro de 2008 • 12h27 • atualizado às 12h27

O Turismo Educacional é um tipo intercâmbio que dá ao estudante a oportunidade viajar para o exterior, aperfeiçoar um idioma estrangeiro e conhecer os principais pontos turísticos da cidade que o recebe. Esse serviço vem crescendo a cada dia e tem sido a maneira mais prática e econômica para se viajar para fora do país. Além dos atrativos dos pacotes de viagens, outra motivação está nos descontos oferecidos nas passagens de estudantes.

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A passagem de estudante oferece tarifas e condições especiais para quem quer fazer curso no exterior, com desconto de 48% previsto pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

O serviço pode ser realizado apenas por agências especializadas em cursos no exterior e dá ao estudante a possibilidade de permanecer no país de seis meses a um ano.

O supervisor aéreo da Intercâmbio Global, Cléber Maciel, explica que para obter uma passagem de estudante é necessário definir a data de ida e de volta, ter entre 12 e 34 anos e apresentar toda a documentação da instituição de ensino que comprove o seu curso.

"Um bom exemplo de diferença que os preços podem ter é nas viagens para Madrid. O estudante que pretende ficar um ano estudando na Espanha, encontra tarifa de estudante por US$ 722,00. Na tarifa de turismo normal, no mesmo período, o valor é de US$2499,00.

O supervisor lembra que as tarifas podem mudar enquanto as passagens não forem emitidas e explica que apesar de reservadas, só a compra efetiva tem garantia de tarifa fixa. Outra recomendação do supervisor é fazer a reserva com boa antecedência.

Financiando sua viagem
Financiar a viagem é uma alternativa adotada por muitos estudantes. O sistema vale a pena, pois torna o Turismo Educacional mais acessível para todos.

Algumas empresas parcelam em até 36 vezes iguais no cartão e outras também aceitam cheques. Na hora de contratar o financiamento, faz-se a conversão do valor da moeda local do curso (dólar ou euro, por exemplo), e divide-se o valor total pelo número de parcelas pretendidas.

"A passagem aérea também pode ser parcelada. O número de parcelas e o valor dos juros dependem de cada companhia aérea", conta Cléber Maciel.

Dinheiro na mão ou no banco?
Depois de acertar todos os detalhes, resta saber qual a melhor maneira de levar o dinheiro que será gasto durante a viagem. Dentre as opções existentes estão os Travelers Cheques (usados em todo mundo e funcionam com a garantia do banco emissor); Cartão de Débito Pré-Pago (usado para pagamentos, compras e saques); e o dinheiro no bolso.

De acordo com Rafael Villas Boas, diretor de marketing e vendas da Intercâmbio Global, os mais indicados são os Travelers Cheques e o Cartão de Débito Pré-Pago pelas vantagens que ele proporciona.

"O cartão pode ser carregado em dólar ou euro; não sofre variação cambial e é aceito em mais de 27 milhões de estabelecimentos filiados e 1 milhão de caixas eletrônicos distribuídos por 150 países".

Entre as vantagens de utilizar estes cheques de viagem estão as facilidades de troca pelo dinheiro local em diversas instituições financeiras ou postos de câmbio e o reembolso em caso de perda, furto ou roubo. "Os travelers cheques não utilizados na viagem podem ser guardados para uso em outras viagens, pois não perdem o prazo de validade", explica Villas Bôas.

Economia na prática
Em 2006, o universitário Luis Gustavo Porto Rodrigues Lopes foi para Melbourne, na Austrália, com apenas AU$ 1.400,00 e US$ 600,00 no bolso. O jovem, que passou 45 dias fora do Brasil, retornou ao país sem mexer nos dólares americanos e mais 150 dólares australianos.

Ele conta que ganhou as passagens (US$ 3 mil) como bonificação de trabalho e desde o planejamento da viagem já pensava em fazer o máximo de economia possível.

Luis Gustavo optou pelo período de baixa temporada e preferiu hospedar-se em casa de família, que incluía café e jantar, do que ficar em uma residência estudantil mais próxima da escola e mais cara; e abriu mão do serviço de transfer.

"Esse serviço tinha um custo, na época de US$ 150,00 e serviria para que alguém me buscasse no terminal aéreo e me levasse até o local de hospedagem. Preferi abrir mão disse e comprar um passe de transporte local (AU$ 20,00) que era muito mais em conta", explica.

Nos horários de almoço, o estudante procurava locais que oferecessem refeições saudáveis e com preços baixos. "Comia sanduíche natural bem mais generosos que no Brasil, às vezes encarava uma pizza, mas sempre encontrava lanches de excelente qualidade por U$ 5,00".

O universitário classifica a experiência como um excelente investimento profissional e pessoal e deixa a dica: reduzir os gastos e economizar em serviços é a melhor saída para um intercâmbio com baixo orçamento.

Dicas para economizar
A oscilação do câmbio nem sempre anima as pessoas na hora de fazer cursos no exterior, por isso economizar é uma das saídas para quem tem espírito aventureiro e, como obstáculo, o mercado financeiro. Jantares, baladas, roupas e acessórios, tudo que pode ser economizado contribui para conquistar a viagem dos seus sonhos.

E como economizar quando estiver no exterior? Para não passar apertos, reunimos algumas dicas que vão tornar sua viagem mais econômica.

Países econômicos
Os países mais procurados para intercâmbio nem sempre são os mais em conta, por isso é importante pesquisar se não existe curso similar ou melhor em destinos mais baratos.

Quem gosta de uma boa aventura e quer aprimorar o inglês, a África do Sul é uma boa escolha (um dólar americano equivale a comprar 8 rand - moeda africana). Em alguns casos, como a Austrália, o preço é bom, mas só vale a pena se for para passar um bom tempo por lá.

Se mesmo assim você é daqueles que preferem o "bom e barato", opte pelos países que cercam o Brasil. Argentina, Chile e Peru oferecem ótimos cursos com preços acessíveis e, de quebra, uma paisagem maravilhosa.

Regiões econômicas
Se você não abre mão e a Inglaterra é seu sonho de consumo, a dica para economizar é escolher cidades menores que oferecem boa qualidade de vida e preços menos salgados do que Londres.

A mesma sugestão vale para quem vai para a França. Paris pode ser linda e vale a visita no fim de semana, mas para estudar prefira regiões mais econômicas.

Baixa temporada
Economia suada e dinheiro contado não combinam com países em alta temporada. Se o destino é para o hemisfério norte, evite julho e agosto. Estes são os meses de férias de lá e você vai encontrar sol, turistas e preços altos em todas as cidades.

Escolha meses como fevereiro e março ou outubro e novembro em países do hemisfério sul e não fique de bolso vazio antes de terminar seu curso.

Lembre-se: se o destino que você escolheu tem festas típicas no período em que vai visitar-lo: esqueça.

Hospedagem
Existem várias opções de acomodação e o valor de cada uma depende da cidade que você escolheu. Em alguns lugares a casa de família é a melhor opção, em outros um flat dividido com estudantes sai bem mais barato.

Nesse caso, pesquise e faça as contas, leve em consideração o fato de que na maioria das casas de família se oferecem duas refeições diárias (em alguns casos, até três).

Veja o que seu pacote oferece e pegue a calculadora: às vezes, mesmo que um pouco mais caro, se contadas as refeições diárias, a casa de família sai mais barato.

Alimentação
Como no Brasil, a economia está na escolha de locais simples. Fuja dos pontos turísticos gastronômicos e procure por restaurantes que recebam o pessoal da cidade.

Se for uma cidade universitária, aproveite os restaurantes ao redor que, provavelmente, oferecem preços mais acessíveis.

Redação Terra
 
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