PNAD: Brasil tem queda na taxa do analfabetismo

18 de setembro de 2008 • 12h21 • atualizado às 12h21

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). A pesquisa investigou cerca de 400 mil pessoas em quase 148 mil domicílios por todo o país a respeito de sete temas: dados gerais da população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento.

Segundo o Pnad, a pesquisa apresenta um dos índices mais positivos dos últimos 15 anos sobre o analfabetismo, em 1992, a taxa de analfabetismo era de 17,2% entre pessoas de 15 anos ou mais de idade - em 2007, o índice caiu para 9,9% seguindo uma tendência histórica de queda. No entanto os números ainda continuam altos, um em cada dez brasileiros com mais de 15 anos de idade ainda não sabe ler nem escrever. Esse contingente de 14,1 milhões de brasileiros é analfabeto, segundo os critérios do IBGE.

Apesar da queda, o Brasil ocupa a oitava posição dos países da América Latina com maior índice de analfabetismo.

O Nordeste ainda é a região que mais registra analfabetos: 19,9% dos brasileiros sem alfabetização. Apesar disso, é também a área que teve maior redução da taxa nos últimos 15 anos, caindo de 32,7% para 19,9%.

O Sul tinha, em 1992, o menor índice de analfabetismo. Em 2007, se reafirma na liderança: os 10,2% de 15 anos atrás se transformaram em 5,4%. A região sudeste tem 5,7% de analfabetos, diferente dos 10,9% de 1992.

Norte e Centro-Oeste têm hoje, respectivamente, 8,4% e 8,1% de pessoas que não sabem ler nem escrever, reduzindo, nessa ordem, os 13,1% e 14,5% de 15 anos atrás.

Freqüência escolar
No contingente de jovens de 7 a 14 anos de idade foi verificada a maior freqüência à escola (97,6%), resultado estável em relação a 2006.

Em termos regionais, essa taxa foi de, aproximadamente, 98% nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste; 97,1% no Nordeste e 96,2% no Norte.

A região Sul foi a que mais se destacou, como no caso de Santa Catarina, onde 99% de crianças e adolescentes de 7 a 14 anos de idade estavam na escola.

Já as menores taxas de escolarização para este grupo de idade foram verificadas nas Unidades da Federação das regiões Norte e Nordeste, particularmente, nos estados do Acre (91,3%), Pará (96,2%) e Alagoas (96,2%).

A pesquisa também mostrou que em 2007, 70,1% das crianças de 4 a 5 anos freqüentavam creche ou escola, um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação a 2006. No mesmo período, o número de estudantes de nível superior aumentou em 251 mil.

Em 2007, do total de pessoas com 4 anos ou mais de idade no Brasil (190 milhões), cerca de 56,3 milhões eram estudantes.

Redação Terra
 
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