Intercâmbio: cursos de gastronomia na França

31 de julho de 2008 • 11h10 • atualizado em 13 de agosto de 2008 às 11h55

Para quem gosta de pilotar o fogão, profissionalmente ou só no fim de semana, a França é um dos destinos mais desejados. Pratos e técnicas tradicionais, matérias-primas de alta qualidade e os melhores mestres estão ao alcance de quem tem disposição - e recursos - para embarcar neste sonho.

» Veja cursos e agências que levam

As opções variam desde a formação completa de chefe de cozinha e MBA em um dos mais tradicionais institutos de culinária franceses até cursos-relâmpago de dois dias. Para quem não tem pretensão de virar chefe profissional, é possível mesclar aulas de francês, passeios turísticos e o aprendizado de receitas na prática. Tudo é acertado no Brasil, por meio de agências especializadas.

A curitibana Vanessa Miessa, 31 anos, trabalhou por dois anos na cozinha de navios antes de decidir pelo curso de patisserie (confeitaria) do Le Cordon Bleu Paris, em 2007. Ela considera que o diploma conquistado em uma das mais tradicionais escolas de culinária da França abre portas na volta ao Brasil, mas o melhor de tudo, diz, é a possibilidade de fazer uma imersão em um universo onde tudo está ligado à gastronomia.

"A dica é aproveitar tudo o que a cidade oferece no setor gastronômico, visitar panificadoras, confeitarias, restaurantes, lojas especializadas, feiras. Isso acaba agregando bastante conteúdo", diz ela, que hoje trabalha em um restaurante da capital paranaense.

Quem procura o diploma de chefe precisa ter, além de francês intermediário-avançado e muitos euros para investir, um alto grau de comprometimento e força de vontade. "A experiência em cozinha não é necessária, mas o aluno tem que compreender que esta é uma carreira como outra qualquer, em que é preciso estudar muito, se dedicar, se reciclar. Fazer o curso no Exterior é ótimo, mas não é garantia de salário", diz o chefe João Leme, 36 anos, do restaurante Balneário das Pedras, em São Paulo.

Também ex-aluno do Le Cordon Bleu, Leme embarcou para a França em 1992, aos 19 anos. Depois de ter trabalhado como auxiliar de cozinha, aprendendo as regras básicas na prática, resolveu, com incentivo da família, buscar formação - na época, as escolas e faculdades de gastronomia não eram comuns no Brasil.

Depois de dois anos de aulas e estágios, ele levou um susto. "Quando terminei o curso, tinha recebido tanta informação que por um tempo achei que não tivesse aprendido nada. Depois, consegui entender que não iria conseguir aplicar tudo naquele momento. A gente precisa assimilar e, ao longo da carreira, o valor daquele conhecimento vai aparecendo."

Redação Terra
 
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