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Atualizada às 16h05
O Secretário de Educação à Distância do Ministério da Educação (MEC), Carlos Eduardo Bielschowsky, afirmou na última terça-feira que até o final do ano o Governo vai ampliar o número de alunos beneficiados pela Universidade Aberta do Brasil (UAB); dos atuais 40 mil, para para 100 mil. Isso graças ao aumento dos pólos presenciais do programa para 650 unidades.
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Bielschowsky falou sobre as propostas do programa em uma conferência realizada na 60ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Campinas (SP). Segundo ele, um objetivo imediato de sua secretaria é formar mão-de-obra que reduza o déficit de professores habilitados em atividade nas escolas públicas do País. O Secretário disse que é preciso intensificar ações de inclusão digital para ampliar o acesso da população mais pobre ao programa. Apenas 20% dos brasileiros, segundo dados apresentados por Bielschowsky, estão ligados à rede mundial de computadores.
Os pólos presenciais são montados por prefeituras e contam com laboratórios de informática, matemática e física, biblioteca, salas de estudos e orientação de tutores. Já os cursos são organizados e oferecidos por 72 faculdades e universidades públicas do País, que desenvolvem os materiais didáticos e pedagógicos, avaliam o aluno e concedem um diploma com o mesmo valor de uma graduação convencional. A principal diferença é que o aluno pode estudar pela Internet, participando de discussões em fóruns e chats, em tempo real, e precisa ir ao pólo conversar com os tutores apenas uma vez por semana.
Ele lembrou que existe uma linha telefônica 0800 na qual o aluno pode tirar dúvidas com professores, mas admitiu que o acesso à Internet é essencial para o programa chegar a quem mais precisa. De todo modo, o secretário defendeu o modelo do programa, que prevê material didático especialmente desenvolvido e o contato com tutores, condições essenciais, segundo ele, para um bom aprendizado.
A fiscalização dos centros de ensino à distância no Brasil é realizada por 50 profissionais que as visitam regularmente e apuram eventuais denúncias. O Secretário admitiu que uma das maiores dificuldades do programa é a presença de tutores em locais remotos do País, o que é essencial, sobretudo nos dois primeiros anos de curso, que é quando os alunos precisam de ajuda especial.
Bielschowsky disse que é preciso aperfeiçoar o programa logo e admitiu que os participantes estão em desvantagem, uma vez que enfrentam cobranças equivalentes às dos alunos do ensino presencial, mas ainda não contam com todos os aparatos necessários para um ensino à distância de excelência.
O internauta Igor Moreira, de Campinas (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.
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