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Quarta, 16 de julho de 2008, 14h48 Atualizada às 15h59

Começa em Madri a Olimpíada Internacional de Matemática

Os 550 jovens que participam da 49ª Olimpíada Internacional de Matemática, se enfrentaram hoje na primeira fase da competição, na qual tiveram cinco horas para resolver três problemas de geometria, desigualdades e teoria dos números.

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A primeira jornada da olimpíada, realizada na Universidade Politécnica de Madri, contou com a participação de seis estudantes brasileiros e distribuiu satisfação entre aqueles que conseguiram responder às três questões e decepção entre os que as deixaram "em branco".

Estudantes do ensino médio de cem países iniciaram hoje as provas, redigidas em vários idiomas. Durante o exame, havia água e comida na sala de aula para os alunos, que foram acompanhados por vigilantes.

Ao longo da primeira meia hora, eles puderam tirar dúvidas sobre o enunciado dos problemas. Um comitê internacional elegeu os problemas que seriam resolvidos entre todos os propostos pelos países participantes.

Ao término da prova, os seis estudantes procedentes da China asseguraram que foram capazes de responder todas as questões e que não tiveram dificuldade, segundo disse o acompanhante Tao à Agência Efe.

Já dois dos seis espanhóis participantes, Juan José Madrigal,17 anos, e Diego Izquierdo,18, reconheceram que não conseguiram responder a terceira. "Realmente eram difíceis, o primeiro eu fiz, no segundo coloquei bastante coisa... e no terceiro, nada!", disse Izquierdo, que pensa que, para este tipo de problemas, são necessários 10% de conhecimento e 90% de lógica e raciocínio.

O argentino Alan Givré,16 anos, também não conseguiu resolver a terceira questão, apesar de estar treinando há um mês, segundo disse. Os espanhóis, que pensam em seguir a carreira de Matemática, assistiram durante dez dias a um curso intensivo preparatório em Barcelona de oito horas diárias.

Em relação aos problemas de hoje, o porta-voz da Real Sociedad Matemática Espanhola (RSME), Adolfo Quirós, explicou que o primeiro foi de geometria, o segundo de desigualdades e o terceiro de teoria dos números, que aparentava ser mais difícil, apesar de todos valerem sete pontos.

Quirós explicou que a resolução destes problemas costumam requerer mais criatividade, engenho e habilidade matemática que conhecimentos e fórmulas aplicadas. Ele encorajou para que mais e mais jovens participem dos concursos nacionais, como a que é realizada no meio do segundo semestre na Universidad Complutense de Madri.

Amanhã, os estudantes enfrentarão três novos desafios e os resultados serão divulgados no próximo domingo. Os vencedores provavelmente terão abertas as portas das melhores universidades do mundo.

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