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Segunda, 14 de julho de 2008, 16h56 Atualizada às 17h05

"Swat da educação" atuará em escolas de São Paulo

A Secretaria da Educação de São Paulo iniciará em agosto uma forte ação para melhorar os índices das escolas que tiveram o pior desempenho no Estado. Cerca 500 profissionais, entre supervisores e assistentes técnico-pedagógicos, serão treinados para ajudar diretamente na recuperação das 379 escolas que tiveram o pior desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp), lançado em maio deste ano.

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O grupo de profissionais que formam este "grupo de elite" - que não tem nome oficial mas está sendo chamado de "Swat da Educação" - vai acompanhar, sugerir e orientar as escolas para que estas consigam atingir suas metas educacionais. Este trabalho conjunto já acontece desde o lançamento do Idesp, mas agora será acompanhamento diretamente pela Secretaria.

Além do trabalho que será realizado por estes profissionais, a Secretaria também deve implementar uma série de ações para melhorar o desempenho dos estudantes da rede pública estadual. A Jornada de Matemática, por exemplo, foi estendida para todo o Estado e poderá beneficiar cerca de 260 mil alunos.

A Jornada de Matemática é uma olimpíada que pretende estimular os alunos a adquirir conhecimento em matemática, matéria com pior desempenho entre os estudantes da rede estadual.

"Vamos atacar em várias frentes, sem poupar esforços para recuperar essas escolas e ajudá-las a cumprir as metas. Nossa intenção é diminuir a diferença entre as escolas muito boas e as com maiores deficiências", afirma a secretária de educação do Estado, Maria Helena Guimarães de Castro.

Várias mudanças já estão em andamento e a partir de 25 de julho, todas as escolas contarão com um programa específico de reformas e ampliações. Isto porque o plano de reestruturação das escolas pretende melhorar também as condições físicas das unidades, com previsão de gastos entre R$ 650 a R$ 800 milhões para a realização de todas as reformas, ampliações e adaptações necessárias.

Em 2007 foram gastos cerca de R$ 550 milhões em obras. As outras regiões continuarão com as obras já previstas em programas à parte da Secretaria.

Outras mudanças

Os alunos da rede estadual terão novidades pedagógicas a partir deste segundo semestre. Todas as escolas com turmas de 2º ciclo do Ensino Fundamental e Ensino Médio, e não apenas as 379 com piores índices, devem receber materiais novos para recuperação paralela.

Cerca de 100 mil estudantes vão receber cadernos de apoio em matemática e língua portuguesa, com indicação de atividades e sugestões de exercícios. Outros 6 mil cadernos de apoio estão destinados aos professores.

E para os alunos que necessitam de apoio, vão existir turmas de reforço. Mas cabe aos professores identificar e indicar os alunos que formarão estas turmas. As aulas devem iniciar em agosto, no contra-turno ou aos sábado, em classes de 15 a 20 estudantes.

Esta mesma recuperação, com cadernos de apoio para alunos e professores, já é aplicada para no ciclo inicial de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental e deve ter continuidade no segundo semestre do ano.

Para as 379 escolas com piores índices, além desta recuperação com materiais novos, a Secretaria determinou a repetição da recuperação que ocorreu no início do ano. Esta nova recuperação acontecerá no contra-turno, com materiais com foco em língua portuguesa e matemática que abordam também outras disciplinas. O Jornal do Aluno e a Revista do Professor são exemplos destes novos materiais.

"As ações devem se complementar. O objetivo é melhorar a qualidade da aprendizagem. Para isso é preciso uma série de ações, com materiais específicos, capacitação de professores, melhor infra-estrutura, entre outras", diz a secretária Maria Helena.

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Getty Images SP: escolas com piores índices vão receber ajuda SP: escolas com piores índices vão receber ajuda

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