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Atualizada às 11h28
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Para escolher um curso "verde", é necessário definir o que se pretende profissionalmente para que a opção seja a mais adequada e buscar informações sobre o conteúdo abordado na instituição de ensino que você escolheu.
Se o seu objetivo é ser um executivo com conhecimento técnico na implementação de programas na área ambiental, é importante que o curso ofereça uma visão de gestão. "É preciso agregar às soluções técnicas conhecimentos relativos a trabalho em equipe, visão prospectiva e de longo prazo, capacidade de negociação e mediação de conflitos", explica Susana Feichas, coordenadora do MBA em gestão ambiental da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Há carência de um perfil de profissional que consiga transitar nas diferentes áreas do conhecimento servindo de ponte entre os diferentes gestores de uma empresa, do financeiro ao administrativo. Para ela, o ideal é que todos os profissionais de uma organização respirem meio ambiente ao tomar decisões e implementar ações. "Será bem sucedido o profissional que tiver uma olhar amplo do problema ambiental e capacidade de dialogar."
Se a meta for executar projetos de proteção ambiental no dia-a-dia, é preciso se dedicar a cursos com conteúdos específicos, que ofereçam informações técnicas aprofundadas. "A formação muito vaga em meio ambiente pode ter um aproveitamento limitado. Os cursos generalistas geralmente não fornecem a capacitação suficiente.
Normalmente, é necessário complementar com outros cursos com conhecimentos específicos", diz a especialista em gestão ambiental e licenciamento da unidade Guaíba (RS) da Aracruz, Maurem Alves. Por isso, a profissional, que é engenheira florestal e mestra em colheita mecanizada, agregou diversos cursos e atividades em sua formação.
Maurem diz que um profissional especializado em meio ambiente é determinante para uma empresa atender a padrões de desempenho. Para ela, o mercado é bastante promissor, já que no Brasil esse perfil profissional ainda está concentrado nas grandes empresas. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada em 2007, reafirma essa percepção da engenheira. Conforme o levantamento, 95% das grandes empresas adotaram a gestão ambiental como instrumento de planejamento empresarial.
Seja por consciência ecológica, seja pela exigência do mercado, as empresas passaram a levar em consideração a preservação da biodiversidade, explica o professor Carlos Ribeiro, coordenador de pós-graduação em Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais. A UFV oferece cursos em sete áreas incluindo mestrado, doutorado e mestrado profissionalizante, com foco específico em meio ambiente.
A professora da FGV conta que essa maior atenção às questões ambientais por parte das grandes organizações objetiva ganhos de eficiência nos processos produtivos, com a substituição e redução da utilização de recursos naturais, o que resulta em menor poluição e trazem ganhos de competitividade e uma melhora na imagem institucional no mercado.
Outra razão é a pressão que os diferentes públicos exercem sobre as empresas: acionistas que desejam investir em empresas que minimizam seu impactos ao ambiente; seguradoras e bancos que desejam garantias de retorno trabalhando com empresas com baixo potencial de terem passivos ambientais; e clientes e órgãos ambientais mais exigentes. "A inclusão dos aspectos ambientais nas decisões estratégicas das empresas tem repercussão, como efeito dominó, sobre toda a cadeia produtiva, levando empresas médias e pequenas fornecedoras das maiores a também investir em ações ambientais", diz Susana.
Além de trabalharem como executivos nas empresas, principalmente na indústria, os especialistas em meio ambiente podem atuar em segmentos diversos, como agricultura, setor público, ONGs ou ainda como consultores externos ou professores. "O profissional tem campo em vários segmentos da economia, até porque todos os setores têm em maior ou menor nível, algum impacto ambiental", garante o professor Ribeiro.
Redação Terra
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