Acordo ortográfico é "marco histórico", diz academia

16 de maio de 2008 • 19h04 • atualizado às 19h47

O presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Cícero Sandroni, considerou um "marco histórico" a aprovação do acordo que unifica a forma como o português é escrito nos países que falam a língua. Em nota oficial, Sandroni informou que a ABL começou a trabalhar na elaboração do acordo no início dos anos 1970.

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A nota da ABL também traz a opinião do acadêmico Evanildo Bechara. Para ele, a reformulação "demonstra o alto grau de maturidade política alcançado pelos países da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP).

Trata-se de uma importante demonstração de efetiva e inteligente tomada de posição dos órgãos governamentais, coadjuvados (auxiliados) pelas agências culturais de que dispõem as sociedades de nossos países", afirmou Bechara no comunicado.

Outro acadêmico que se expressou por meio da nota oficial foi o ex-presidente da ABL Marcos Vilaça, que também considerou "madura" a posição portuguesa. "Portugal acaba de dar prova de grande maturidade e modernidade. A simplificação e unificação ortográfica trarão inúmeros benefícios para a comunidade lusófona. A simplificação do emprego do idioma vai possibilitar o incremento das relações culturais entre nós", disse.

Agência Brasil
 
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