A idéia de Marcos Silva deve diminuir os gastos com manutenção na empresa onde trabalha |
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Silva trabalha, há dois anos, na Henrique Stefani, empresa de transporte e logística do Rio Grande do Sul, onde entrou como comprador júnior. E desde o primeiro dia, queria encontrar uma maneira de diminuir os custos do transporte de cargas líquidas perigosas.
"Tinha que desenvolver uma pesquisa de final de curso e foquei os meus estudos nas alternativas de economia para a Henrique Stefani", contou. De acordo com informações da universidade, a primeira iniciativa foi sugerir a colocação de um posto de reabastecimento próprio em três filiais no Brasil. "Compramos o diesel diretamente da distribuidora a preço de custo e com garantia de qualidade. Com isso, vamos economizar o equivalente a quatro novos caminhões por ano", conta.
Outra solução foi a venda de diesel aos terceirizados. Assim, os prestadores de serviço reabastecem na Henrique Stefani, com o valor um pouco acima do pago à distribuidora para pagar taxas de administração. Mesmo assim, diz Silva, o preço fica bem abaixo do praticado no mercado. "Ganha a empresa e o seu prestador de serviço", explica o estudante. No tempo em que é abastecido (cerca de trinta minutos), cada caminhão ainda recebe uma inspeção de segurança e uma revisão mecânica.
Agora, Silva busca uma alternativa para aplicar seus estudos e conseguir reduzir os custos em relação aos pneus, começando pela venda para uma empresa de reciclagem de borrachas que trabalhe no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Já como coordenador de controles operacionais, o estudante quer completar seu projeto. O primeiro posto nas filiais já funciona em Limeira (SP) desde março último. Com a instalação em Santo André (SP) e Simões Filho (BA), o abastecimento da frota dentro dos pátios da empresa chegará a 90%.
Para Silva, quem opta por estudar logística não fica sem emprego. Ele credita ao curso grande parcela do seu sucesso. "O mais legal do curso, além de ele ser focado, é que quem senta ao teu lado é colega que já atua na área", avalia.
Redação Terra