MEC vai supervisionar 17 cursos de medicina

29 de abril de 2008 • 15h58 • atualizado em 30 de abril de 2008 às 14h09

O Ministério da Educação (MEC) vai começar a supervisão dos cursos de medicina que tiveram notas inferiores a 3 no Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade).

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Dos 175 cursos de medicina existentes no Brasil, 103 foram avaliados e 17 ficaram com os conceitos 1 ou 2, o que implica na supervisão. Desses, quatro são de universidades federais.

De acordo com o MEC, as 17 instituições cujos cursos de Medicina serão supervisionados são:

- Universidade Metropolitana de Santos - SP
- Faculdade de Medicina do Planalto Central - DF
- Centro Universitário Serra dos Órgãos - RJ
- Universidade de Uberaba - SP
- Universidade Federal de Alagoas - AL
- Universidade Severino Sombra - RJ
- Universidade Federal do Pará - PA
- Universidade Federal da Bahia - BA
- Centro de Ensino Superior de Valença - RJ
- Centro Universitário de Volta Redonda - RJ
- Universidade Luterana do Brasil - RS
- Universidade de Ribeirão Preto - SP
- Universidade Federal do Amazonas - AM
- Centro Universitário Nilton Lins - AM
- Universidade Iguaçu - (Itaperuna) - RJ
- Universidade de Marília - SP
- Universidade Iguaçi - (Nova Iguaçu) - RJ

As últimas quatro instituições da lista são aquelas em que o curso de medicina obteve o conceito 1 no Enade. Todas as instituições terão que apresentar um diagnóstico para o ministério demonstrando quais são os problemas da faculdade e como eles serão sanados.

Esse diagnóstico deve incluir o quadro de professores, o projeto pedagógico da instituição, o número de vagas que são oferecidas nos processos seletivos e a integração do curso com os sistemas de saúde locais.

A iniciativa segue os mesmos parâmetros das medidas tomadas, anteriormente, com os cursos de direito e pedagogia e deve ser estendida a todos os outros cursos superiores com notas baixas no exame.

"Nós escolhemos esses três para começar a supervisão porque os profissionais dessas áreas atuam na administração da Justiça, nas escolas públicas e na saúde pública", explicou o ministro Fernando Haddad.

O MEC também pode fazer visitas in loco para propor mudanças às instituições. O ministro evitou falar em fechamento de cursos, mas essa é uma das sanções que a faculdade pode sofrer se nenhuma das alternativas apresentar resultado.

A falta de residência médica em cerca de 40% das faculdades de medicina já foi apontada pela Associação Médica Brasileira (AMB) como um dos principais problemas dos cursos atualmente. Haddad disse que a residência médica poderá se tornar obrigatória se o ministério analisar que essa é uma necessidade.

"Se nós entendermos que é desejável ampliar as vagas em residência para melhorar as condições do ensino médico isso pode ser cogitado. Mas é importante lembrar que o Enade é aplicado a alunos ingressantes e concluintes. Portanto, uma parte deles não chegou à fase de residência ainda e mesmo assim as notas foram muito baixas."

Agência Brasil
 
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