Dos 175 cursos de medicina existentes no Brasil, 103 foram avaliados e 17 ficaram com os conceitos 1 ou 2, o que implica na supervisão. Desses, quatro são de universidades federais.
De acordo com o MEC, as 17 instituições cujos cursos de Medicina serão supervisionados são:
- Universidade Metropolitana de Santos - SPAs últimas quatro instituições da lista são aquelas em que o curso de medicina obteve o conceito 1 no Enade. Todas as instituições terão que apresentar um diagnóstico para o ministério demonstrando quais são os problemas da faculdade e como eles serão sanados.
Esse diagnóstico deve incluir o quadro de professores, o projeto pedagógico da instituição, o número de vagas que são oferecidas nos processos seletivos e a integração do curso com os sistemas de saúde locais.
A iniciativa segue os mesmos parâmetros das medidas tomadas, anteriormente, com os cursos de direito e pedagogia e deve ser estendida a todos os outros cursos superiores com notas baixas no exame.
"Nós escolhemos esses três para começar a supervisão porque os profissionais dessas áreas atuam na administração da Justiça, nas escolas públicas e na saúde pública", explicou o ministro Fernando Haddad.
O MEC também pode fazer visitas in loco para propor mudanças às instituições. O ministro evitou falar em fechamento de cursos, mas essa é uma das sanções que a faculdade pode sofrer se nenhuma das alternativas apresentar resultado.
A falta de residência médica em cerca de 40% das faculdades de medicina já foi apontada pela Associação Médica Brasileira (AMB) como um dos principais problemas dos cursos atualmente. Haddad disse que a residência médica poderá se tornar obrigatória se o ministério analisar que essa é uma necessidade.
"Se nós entendermos que é desejável ampliar as vagas em residência para melhorar as condições do ensino médico isso pode ser cogitado. Mas é importante lembrar que o Enade é aplicado a alunos ingressantes e concluintes. Portanto, uma parte deles não chegou à fase de residência ainda e mesmo assim as notas foram muito baixas."
Agência Brasil