Site realiza feira que, em sua primeira edição, atraiu 15 mil visitantes de 28 países |
Victoria Shannon
Estados Unidos
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A feira virtual de universidades que está sendo organizada pela CollegeWeekLive não foi criada como antídoto à preguiça adolescente. De acordo com Patrick Rafter, o objetivo era mais fornecer a potenciais alunos de todo o mundo uma amostra do que escolas distantes têm a oferecer sem que eles precisassem investir seu tempo e dinheiro em viagens.
A primeira dessas feiras universitária via Internet, que a empresa realizou no final do ano passado, atraiu 15 mil visitantes, de 28 países, que estavam curiosos sobre as 130 instituições "em exibição", da Academia da Força Aérea à Universidade da Virgínia, ele diz.
A próxima edição, que acontecerá em 25 e 26 de março na web, oferecerá palestras em vídeo de Micki Roemer, do Departamento da Educação dos EUA, sobre "tudo que você precisa saber sobre a assistência federal a estudantes", e de Ann Coles, da College Access Programs, sobre as 10 melhores maneiras de reduzir o custo da educação superior.
Os interessados também poderão conversar em vídeo com atuais alunos de instituições como as universidades de Syracuse, Colúmbia e Yale, fazer perguntas aos encarregados da seleção de novos alunos e trocar idéias com profissionais de direito, medicina, educação, enfermagem, tecnologia e artes.
As 200 instituições participantes incluem Bryn Mawr, a Universidade Estadual do Illinois, o Merrimack College, a Universidade Rutgers, a Academia Naval dos Estados Unidos e a Universidade Temple. Rafter informou em e-mail que conselheiros vocacionais de Pequim, do Omã e do Quênia não poderão participar do evento porque suas conexões com a Internet são lentas demais - acesso em banda larga é recomendado.
Rafter contou que, 30 anos atrás, "eu era um aluno norte-americano de segundo grau que vivia com meus pais em Roma, na Itália. Embora eu tenha terminado por me matricular em uma universidade nos Estados Unidos, é bom lembrar que naquela época era muito difícil para uma pessoa se comunicar com ou se matricular nas universidades da Nova Inglaterra ou da costa oeste norte-americana, especialmente para alguém que vivia na Itália. E visitar os campi era ainda mais difícil".
Além dos chats via Internet e das conversas em vídeo, atividades que, para os jovens de 18 anos atuais, parecem a coisa mais natural do mundo, o CollegeWeekLive está tirando vantagem de ainda outra competência tecnológica que se tornou cada vez mais comum entre os estudantes norte-americanos de segundo grau: o domínio das técnicas de vídeo amador.
Os estudantes podem inscrever vídeos à maneira do YouTube que tenham realizado para descrever seus esforços de admissão a uma universidade, e concorrerão a prêmios oferecidos pelo site.
Isso provavelmente deve bastar para afastar minha sobrinha da tela do computador por tempo suficiente para considerar suas alternativas em termos de educação superior.
Tradução: Paulo Migliacci ME
Herald Tribune