Feira virtual de universidades é alternativa para jovens

15 de março de 2008 • 14h54 • atualizado às 15h16
Site realiza feira que, em sua primeira edição, atraiu 15 mil visitantes de 28 países
Site realiza feira que, em sua primeira edição, atraiu 15 mil visitantes de 28 países
15 de março de 2008
Reprodução

Victoria Shannon

Estados Unidos


Minha sobrinha, como boa adolescente, não parece conseguir se afastar dos serviços de mensagens de texto, mensagens instantâneas e redes sociais online para tratar a sério da escolha de uma universidade - o que representa um problema, porque ela vai se formar no segundo grau dentro de dois meses. Mas uma empresa norte-americana desenvolveu uma solução parcial para essa dificuldade: um método que permite visitar diversas universidades simultaneamente, de casa, via Internet, tirando vantagem de todos os métodos de comunicação que ela aprendeu a utilizar em seu emprego de tempo integral, o de adolescente norte-americana de classe média.

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A feira virtual de universidades que está sendo organizada pela CollegeWeekLive não foi criada como antídoto à preguiça adolescente. De acordo com Patrick Rafter, o objetivo era mais fornecer a potenciais alunos de todo o mundo uma amostra do que escolas distantes têm a oferecer sem que eles precisassem investir seu tempo e dinheiro em viagens.

A primeira dessas feiras universitária via Internet, que a empresa realizou no final do ano passado, atraiu 15 mil visitantes, de 28 países, que estavam curiosos sobre as 130 instituições "em exibição", da Academia da Força Aérea à Universidade da Virgínia, ele diz.

A próxima edição, que acontecerá em 25 e 26 de março na web, oferecerá palestras em vídeo de Micki Roemer, do Departamento da Educação dos EUA, sobre "tudo que você precisa saber sobre a assistência federal a estudantes", e de Ann Coles, da College Access Programs, sobre as 10 melhores maneiras de reduzir o custo da educação superior.

Os interessados também poderão conversar em vídeo com atuais alunos de instituições como as universidades de Syracuse, Colúmbia e Yale, fazer perguntas aos encarregados da seleção de novos alunos e trocar idéias com profissionais de direito, medicina, educação, enfermagem, tecnologia e artes.

As 200 instituições participantes incluem Bryn Mawr, a Universidade Estadual do Illinois, o Merrimack College, a Universidade Rutgers, a Academia Naval dos Estados Unidos e a Universidade Temple. Rafter informou em e-mail que conselheiros vocacionais de Pequim, do Omã e do Quênia não poderão participar do evento porque suas conexões com a Internet são lentas demais - acesso em banda larga é recomendado.

Rafter contou que, 30 anos atrás, "eu era um aluno norte-americano de segundo grau que vivia com meus pais em Roma, na Itália. Embora eu tenha terminado por me matricular em uma universidade nos Estados Unidos, é bom lembrar que naquela época era muito difícil para uma pessoa se comunicar com ou se matricular nas universidades da Nova Inglaterra ou da costa oeste norte-americana, especialmente para alguém que vivia na Itália. E visitar os campi era ainda mais difícil".

Além dos chats via Internet e das conversas em vídeo, atividades que, para os jovens de 18 anos atuais, parecem a coisa mais natural do mundo, o CollegeWeekLive está tirando vantagem de ainda outra competência tecnológica que se tornou cada vez mais comum entre os estudantes norte-americanos de segundo grau: o domínio das técnicas de vídeo amador.

Os estudantes podem inscrever vídeos à maneira do YouTube que tenham realizado para descrever seus esforços de admissão a uma universidade, e concorrerão a prêmios oferecidos pelo site.

Isso provavelmente deve bastar para afastar minha sobrinha da tela do computador por tempo suficiente para considerar suas alternativas em termos de educação superior.

Tradução: Paulo Migliacci ME

Herald Tribune
 
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