Cursos de Medicina são tema de discussão no MEC

12 de fevereiro de 2008 • 09h21 • atualizado às 09h21

Uma reunião na manhã desta segunda-feira entre o professor Adib Jatene, ex-ministro da Saúde e ex-professor da Universidade de São Paulo (USP), com o ministro da Educação, Fernando Haddad, discutiu a regulamentação e a fiscalização dos cursos de Medicina no Brasil. De acordo com Jatene, em 1986 havia 82 cursos no País. Hoje, são 167.

"Nenhum País do mundo conseguiria criar o corpo docente e a infra-estrutura necessários para atender a mais de 80 novos cursos de Medicina em um prazo tão curto", disse Jatene. Segundo ele, o crescimento do número de faculdades de Medicina deve ser acompanhado de perto. Só assim será possível garantir a formação adequada dos novos profissionais. "Não podemos permitir que pessoas malformadas entrem em exercício profissional", afirmou.

A exemplo do que ocorreu com os cursos de Direito, cuja avaliação mobilizou o Ministério da Educação e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os da área médica devem ser fiscalizados com rigor. O ministro Fernando Haddad garantiu que as especificidades serão respeitadas. "Há uma série de questões a serem avaliadas, como a qualidade da graduação, da residência médica e assim por diante", explicou.

Para Adib Jatene, a atuação integrada do MEC com especialistas de várias áreas de conhecimento em busca de mais qualidade na educação superior é sinal de progresso. "O ministério está atuando com eficiência. Ou seja, consegue transmitir a idéia de que vai realmente cuidar da qualidade dos cursos superiores", disse.

Com informações do MEC

Redação Terra
 
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