Governo quer validar diploma de Medicina de Cuba

14 de janeiro de 2008 • 22h08 • atualizado às 22h08

O governo federal informou nesta segunda-feira que pretende validar os diplomas dos brasileiros que cursaram Medicina em Cuba com o objetivo de suprir cerca de mil vagas de médicos em comunidades indígenas, quilombolas e no interior do Brasil.

A medida foi anunciada após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar, junto ao governo do país caribenho, o Termo de Ajuste Complementar ao Acordo de Cooperação Cultural e Educacional Brasil-Cuba, durante visita naquele país.

A medida ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para que, após isso, a validação seja feita por universidades públicas do País, atendendo a uma antiga reivindicação dos cerca de 160 brasileiros formados na Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), de Havana. Segundo o governo, até 2010, outros mil brasileiros devem concluir o curso de Medicina na instituição cubana.

Para um diploma ser validado, deverá haver compatibilidade curricular com os cursos de Medicina brasileiros. Quando não houver compatibilidade, o candidato terá antes que fazer uma complementação dos estudos, no Brasil, e depois se submeter ao Exame Nacional, organizado pelos ministérios da Saúde e Educação em parceria com universidades públicas brasileiras, entidades representativas e especialistas.

Inicialmente, serão validados apenas os diplomas expedidos em Cuba, mas o governo federal já estuda como estabelecer normas em âmbito nacional para reconhecer os cursos feitos por brasileiros em outros países.

Redação Terra
 
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