MEC admite grave falta de professores no ensino médio

03 de julho de 2007 • 14h49 • atualizado às 16h21

Um relatório divulgado nesta terça pela Câmara de Educação Básica, do Conselho Nacional de Educação (CNE) concluiu que faltam 245 mil professores no ensino médio. O ministro da Educação, Fernando Haddad, recebeu o relatório e avisou que está será a prioridade de sua gestão.

» Estudo prevê "apagão do ensino médio"

O levantamento aponta ainda que os temas mais carentes são Física, Química, Matemática e Biologia. Entre as causas para a falta de profissionais, o estudo destaca o baixo investimento em educação, o salário baixo, a violência nas escolas e a falta de perspectiva profissional.

Haddad, que recebeu o relatório durante visita à cidade de Belém, elogiou o trabalho conduzido pelo CNE, que é ligado ao Ministério da Educação. "O resgate do papel do professor é fundamental. É ele o protagonista da mudança do sistema educacional", disse.

O ministro destacou que pretende implantar um sistema nacional de formação permanente de professores. "Temos de formar recursos humanos de nível superior não só para o nível superior, mas para todos os níveis educacionais."

Mozart Neves Ramos, relator do levantamento, acredita ser preciso aumentar os salários. Ele defende ainda o uso da televisão e da Internet no ensino público. "Sem isso, com o tamanho continental do Brasil, nós não vamos enfrentar esse problema do déficit, pelo menos a curto prazo", disse ao Jornal Nacional.

Redação Terra
 
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