Medicina: código de ética do aluno dá 'direito à greve'

26 de junho de 2007 • 18h48 • atualizado às 20h07

Os estudantes de medicina do Estado de São Paulo ganharam nesta terça-feira um código de ética próprio, lançado na sede do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). A publicação traz 43 artigos que abordam direitos e deveres dos alunos. Um dos direitos refere-se à possibilidade de o estudante "suspender suas atividades quando a instituição não oferecer condições mínimas para o aprendizado".

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"Essa é a legitimação de uma prática que nós já buscamos há algum tempo. No ano passado, por exemplo, fizemos uma paralisação em São Paulo em protesto contra a ameaça de corte nas bolsas de residência", disse Rodrigo Garcia D'Aurea, 23 anos, um dos coordenadores da Regional Sul 2 da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (Denem).

Segundo D'Aurea, que estuda na USP, a expectativa é que o código de ética sirva para unir ainda mais os estudantes de medicina e incentive a busca por um ensino de qualidade. "Existem mais de 25 escolas de medicina no Estado. A variabilidade na qualidade do ensino é muito grande", afirmou o coordenador regional.

O código de ética foi produzido pelos próprios alunos, sob coordenação da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (Denem). Estudantes do Paraná também participarão da iniciativa, pois o Estado está incluído na Regional Sul 2 da Denem. A publicação, que teve apoio do Cremesp, será distribuída a estudantes de medicina de São Paulo e está disponível no site www.cremesp.com.br.

Redação Terra
 
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