Para Derek Thomson, cada vez mais os blogs pesam sobre as decisões editoriais da empresa |
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Os debatedores centraram a discussão em como oferecer o conteúdo ao internauta e como produzir um material com credibilidade, em que o usuário possa confiar, além da estética do produto, ou seja, como isso chegará aos olhos dos usuários.
O painel teve como mediadora a jornalista Lilian Witte Fibe e os debatedores foram Márion Strecker, diretora de conteúdo do UOL; Bob Fernandes, editor-chefe do Terra Magazine; Cristina Mello De Luca, diretora de contéudo Brasil Mídia Digital; e Derek Thomson, editor-chefe de Novas Mídias da France 24.
De acordo com Thomson, cada vez mais os blogs pesam sobre as decisões editoriais da empresa. Ele citou as recentes eleições na França, vencidas por Nicolas Sarkozy, onde blogueiros do mundo todo acompanharam de Paris a repercussão em seus países do resultado das eleições presidenciais.
"A nossa idéia era dar uma cobertura da eleição 2007 vista de fora. Isso funcionou muito bem e tivemos um ótimo retorno", afirma Thomson. "Os blogs são uma forma de se criar alguns nichos na Internet e que podem ser explorados de múltiplas formas", diz.
Thomson vê na Internet o futuro da France 24. "A Internet não é o único produto da France 24, mas é o seu futuro. Estamos em todas as plataformas. Isso implica em dizer que não somos uma rede de TV, mas sim de vídeo para ser distribuído também na Internet. A França vive hoje o seu grande momento na Internet."
A France 24, lançado em 2006, foi primeiro canal francês de informação internacional e produz conteúdo em três línguas: francês, inglês e árabe.
Márion Strecker, por sua vez, afirmou em sua exposição que a Internet precisa se aprofundar em questões como pertinência, importância e relevância. "Não dá para ficar só na espuma. Isso pode irritar o público, o que pode provocar uma queda de prestígio e conseqüentemente de anunciantes.
Bob Fernandes contou a experiência da sua publicação, o Terra Magazine, que tem 14 meses de vida. "Trabalhamos com textos, às vezes de quatro linhas, mas que possuam alto teor informativo. Trabalhamos em duas linhas: publicar em primeira mão as notícias ou iluminar assuntos que não estão sendo percebidos nas coberturas tradicionais", diz.
Para Fernandes, a estética é tão fundamental como o conteúdo. "Trabalhamos com poucas chamadas na área principal, para não ficarmos escravos de uma atualização incessante. Privilegiamos aquilo que no nosso entender tem maior relevância editorial", diz.
Cristina de Luca, diretora de conteúdo do Brasil Mídia Digital, que engloba o JB Online e a Gazeta Mercantil, afirma que o grande desafio com o qual trabalha é recuperar marcas que estão com o prestígio abalado. "O JB Online foi o primeiro jornal online do Brasil e a Gazeta também tem grande prestígio no mercado financeiro", diz.
Redação Terra