"Futuro está na tecnologia móvel", diz futurista do NYT

12 de junho de 2007 • 22h56 • atualizado em 14 de junho de 2007 às 19h01
Michael Rogers (em pé) acredita que a tecnologia móvel abrirá novos caminhos para a Internet
Michael Rogers (em pé) acredita que a tecnologia móvel abrirá novos caminhos para a Internet
12 de junho de 2007
Marcelo Pereira/Terra

Na abertura do 1º Seminário Internacional de Jornalismo Online (MediaOn), Michael Rogers, futurista do The New York Times, afirmou que nos próximos anos a Internet englobará todas as mídias atuais. O MediaOn é uma realização do Terra com o Itaú Cultural e apoio da CNN.com, Abracom e BBC Brasil.

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"Até hoje, a Internet imitava o jornal, a revista, a TV ou o rádio. O fato é que no futuro ela será uma 'metamídia'. Na minha opinião, o futuro passa pela tecnologia móvel", disse.

O evento, realizado pelo Itaú Cultural e pelo Terra, prossegue nesta quarta-feira, com os painéis "Novos hábitos de consumo de informação", "A informação e as novas tecnologias", "Mudanças na formação e atuação do jornalista" e "Comunidades e informação: quais são as vozes independentes da Internet".

Com a popularização da tecnologia móvel, o desafio, na opinião de Rogers, será oferecer esse conteúdo ao usuário de forma compacta e que instigue o receptor a se interessar por ele.

Além de Rogers, a noite de abertura contou com a participação de Américo Martins, editor-executivo para as Américas e a Europa do serviço mundial da BBC. O debate foi mediado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, apresentador da TV Record e do portal IG.

"Hoje, o que temos ainda é a predominância do texto e da imagem. Mas isso cada vez mais será agregado a som, vídeo, em equipamentos cada vez menores e de fácil manuseio. O que hoje eu me pergunto é o que virá para substituir o laptop. Em 2012, o que estará disponível? Algo que faça tudo e caiba na minha mão", disse.

O futurista afirma que o importante é que repórteres e editores terão de aprender a visualizar, já na fase de produção, o conteúdo como um todo. "Isso é bom pra um vídeo, um áudio, para a palavra escrita. Aqui, cabe uma animação. E assim, ir montando o quebra-cabeça", diz.

Rogers afirmou que o trabalho do jornalista, na sua essência, não deve mudar, mas que o profissional deve estar preparado para uma nova realidade. "Os jornais impressos não vão acabar, não é tão dramático assim. Os jornais vão ter de descobrir o que podem oferecer, diferente do que a Internet oferece", disse.

Para ele, um dos desafios para a Internet para os próximos anos é não perder navegação, ou seja, fazer com que o usuário fique o maior tempo possível conectado à informação.

Jornalismo participativo

Rogers vê no jornalismo participativo algo que ganhará muito espaço nos próximos dez anos, ou seja, o usuário produzirá boa parte do conteúdo veiculado.

"Acredito que, nos próximos dez anos, o 'editor de comunidade' será uma pessoa chave. Essa é uma grande oportunidade para a Internet. É preciso lidar com o público de uma forma que agregue valor ao conteúdo", disse.

Américo Martins lembrou do atentado ao metrô de Londres, em que os vídeos e imagens feitos pelos usuários lotaram a caixa de mensagens da BBC.

"A imprensa não conseguiu entrar no local e, até hoje, as imagens que temos lá de dentro são as que foram enviadas por pessoas comuns, que fizeram as gravações por celular", disse.

Martins afirmou que, na BBC, há uma integração das redações e que o objetivo da empresa é ser líder mundial de noticiário on demand. "Nosso objetivo é utilizar a maior quantidade de plataformas possível e fazer com que as pessoas cheguem facilmente nesse material", afirmou.

Redação Terra
 
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