Índia realiza conferência internacional sobre alfabetização

8 set 2011
11h36

Começou nesta quinta-feira, 8 de setembro, Dia Internacional da Alfabetização, em Nova Délhi, na Índia, a conferência internacional "Alfabetização feminina para um desenvolvimento integrador e sustentável", organizada pelo governo indiano na abertura da "Iniciativa E-9".

O E-9 reúne nove países muito povoados que concentram mais de dois terços dos analfabetos adultos e mais da metade das crianças não escolarizados do mundo, e é formado por Bangladesh, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Nigéria e Paquistão.

A diretora geral deste órgão da ONU, Irina Bokova, declarou em comunicado que "o mundo precisa urgentemente de um compromisso político mais firme com a alfabetização respaldado pelos recursos adequados para ampliar os programas eficazes".

"É indispensável aos governos, as organizações internacionais, a sociedade civil e o setor privado fazer da alfabetização uma prioridade política, para que todas as pessoas possam desenvolver seu potencial e participar ativamente na formação de sociedades mais sustentáveis, justas e pacíficas", afirmou.

O Instituto de Estatística da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) informou na terça-feira que 793 milhões de pessoas em todo o mundo não sabem ler nem escrever. Segundo os dados, a maioria dessas pessoas são meninas e mulheres.

"Outras 67 milhões de crianças em idade escolar não leem ou escrevem, e 72 milhões de adolescentes em idade escolar também não estão gozando de seu direito à educação", indicou a agência da ONU. Em todo o mundo, 11 países têm mais de 50% de adultos analfabetos: Benin, Burkina Fasso, Chade, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Haiti, Mali, Níger, Senegal e Serra Leoa.

A celebração do Dia Internacional da Alfabetização, no dia 8 de setembro, presta atenção especial à relação entre a alfabetização e a paz, segundo a organização. A Unesco entregará, em Nova Délhi, os prêmios internacionais de alfabetização Confúcio e Rei Sejong, que recompensam projetos do Burundi, Estados Unidos, México e da República Democrática do Congo.

O prêmio Unesco-Rei Sejong será entregue ao Instituto Nacional para a Educação dos Adultos do México (Inea), por seus programas de alfabetização bilíngues. Segundo a Unesco, estes programas demonstraram sua eficácia para reduzir os índices de analfabetismo entre as povoações indígenas do México, em particular das mulheres, e para melhorar sua capacidade de exercer seus direitos.

Segundo os dados da Unesco, a maioria dos analfabetos no mundo são meninas e mulheres
Segundo os dados da Unesco, a maioria dos analfabetos no mundo são meninas e mulheres
Foto: EFE
Terra

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