Ideb: cidade mineira se mantém no topo com reforço escolar

 

Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte

A secretária de Educação da cidade de Claraval, na região sul de Minas Gerais, Rita Helena Alves de Freitas, considera que a ótima classificação obtida pelas escolas do município nos exames do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011 é "fruto de um trabalho que começou há pelo menos três anos, em 2009, quando Claraval já havia ficado em segundo lugar" no ranking das cidades que oferecem o melhor ensino do País.

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Há três anos o município conseguiu a nota 8,2. No resultado divulgado nesta terça pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), Claraval obteve a nota 8,3 nos anos iniciais do ensino fundamental. "O que fizemos foi dar continuidade ao que a gente tinha programado. No município não existia, por exemplo, a figura da coordenadora. Agora cada escola tem uma. No início detectamos as falhas de cada escola com as coordenadoras e passamos a trabalhar com a crianças em cima das dificuldades delas, e começamos a observar que o resultado era muito bom", explica.

"Nós criamos com esse trabalho desenvolvido pelas coordenadoras o Plantão Pedagógico. Além disso escolhemos professores mais experientes para trabalhar com os alunos de 5ª série (que são os que fazem os exames do Ideb), mas não deixamos as outras séries de lado, até porque estes alunos chegam ao 5º ano", revela.

A secretária de Claraval disse ainda que desde 2009 a prefeitura criou nas escolas da rede municipal uma olimpíada do conhecimento para incentivar alunos e professores com premiações para quem tiver melhor desempenho. "E passamos a deixar no máximo 20 alunos por sala de aula", garante.

De acordo com Rita Helena Alves de Freitas, o investimento por parte da prefeitura na área da Educação no município é maior do que determina a lei. "A regra é que a prefeitura tem de gastar 25% da receita com Educação. Nós investimos, no ano passado, 33,66% da receita do município, ou seja, cerca de R$ 2,6 milhões. Esse dinheiro foi gasto na formação de professores e coordenadoras, e na compra de materiais didáticos e escolares. Além disso, reformamos todas as escolas de Claraval", conclui.

Dados
Claraval fica a 442 km de Belo Horizonte, ao sul de Minas Gerais. O município possui quatro escolas, sendo três na zona rural e uma na área urbana. A rede de ensino na cidade tem cerca de 40 professores e 600 alunos, do pré-infantil a 5ª série. Segundo a secretária Rita Helena Alves de Freitas, o salário de um professor no município é R$ 1.088,00 bruto por quatro horas diárias em sala de aula e duas em casa. Além disso, os docentes recebem uma gratificação por produtividade (de R$ 70) se não faltarem ao trabalho. "E R$ 100 quando fazem aniversário", conta. Segundo o último censo do IBGE, Claraval tem 4.542 habitantes.

Ideb
A avaliação foi criada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 2007, com dados contabilizados a partir de 2005, e leva em conta dois fatores que interferem na qualidade da educação: o rendimento escolar (aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho nas avaliações da pasta (Prova Brasil e Saeb). Os exames avaliam o conhecimento dos alunos em língua portuguesa e matemática no final dos ciclos do ensino fundamental, de 4ª série (5º ano) e 8ª série (9º ano), e no terceiro ano do ensino médio.

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