Governo prepara decreto para adiar acordo ortográfico para 2016

30 nov 2012
13h35
atualizado às 13h38

Após pressão de estudiosos e de parlamentares, o governo federal decidiu elaborar um decreto para adiar para 2016 a implementação do novo acordo ortográfico no Brasil. De acordo com a assessoria do Ministério de Relações Exteriores, a pasta está preparando uma minuta de decreto que será apresentada à presidente Dilma Rousseff.

De acordo com o ministério, em uma reunião na quarta-feira com as pastas da Educação, Cultura e Casa Civil ficou definida a elaboração do decreto, mas quem dará a palavra final será a presidente. Na terça-feira, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, se reuniu com parlamentares e críticos do acordo ortográfico e prometeu que o governo trabalharia no adiamento da adesão.

De acordo com a assessoria do deputado Cyro Miranda (PSDB-GO), um dos críticos às mudanças na ortografia, a ministra confirmou que o decreto deve adiar a implementação do acordo para janeiro de 2016. O acordo foi assinado em setembro de 2008 e a previsão era de que entrasse em vigor de forma plena no Brasil em 1° de janeiro de 2013.

As mudanças nas regras da língua portuguesa foram elaboradas para uniformizar a grafia dos países que utilizam o idioma. Dos oito membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), apenas Angola não aderiu ao documento.

De acordo com os críticos ao acordo, nos quatro anos de preparação para que as regras entrassem em vigor, não houve planejamento para colocar em prática as mudanças. Professor de língua portuguesa, Eranani Pimentel chegou a lançar a campanha "Acordar Melhor" para coletar assinaturas contrárias à mudança. Pimentel defende a "simplificação" das regras.

Entre as mudanças propostas pelo acordo ortográfico, estão a inclusão das letras K, W e Y, a supressão do trema e novas regras para a utilização do hífen.

Fonte: Terra
publicidade