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 Haddad "deselitizou" o ensino superior com o Enem, diz Dilma
23 de janeiro de 2012 16h51 atualizado às 17h26

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Educação, Fernando Haddad, elogiaram o Enem nesta segunda-feira. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Educação, Fernando Haddad, elogiaram o Enem nesta segunda-feira
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

Laryssa Borges
Diogo Alcântara
Direto de Brasília

A presidente Dilma Rousseff saiu em defesa nesta segunda-feira do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que, por recorrentes erros na aplicação de suas provas, tem sido alvo de críticas. Ao lado do ministro da Educação, Fernando Haddad, que deixará o primeiro escalão do governo federal para disputar a prefeitura de São Paulo, Dilma afirmou que o ministro foi responsável por assegurar a "deselitização" do Ensino Superior.

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"Considero aqui importante fazer uma defesa do Enem, que considero a forma mais democrática de acesso dos jovens brasileiros ao ensino Uuniversitário. Acredito que o Enem é um exemplo da determinação do ministro Fernando Haddad no sentido de assegurar a transformação e deselitização do ensino universitário no País. Essa visão do ministro foi muito importante para nosso projeto, esse projeto que começa no governo Lula e tem continuidade", comentou a presidente.

Em um de seus últimos discursos como ministro, Fernando Haddad havia afirmado que os principais programas educacionais do governo sempre foram alvo de críticas. Ferrenho defensor do exame como alavanca para a universalização do acesso ao Ensino Superior, Haddad disse que o "Enem apanha todo santo dia".

No Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff também elogiou Haddad por seu empenho em desenvolver os ensinos básico, infantil e fundamental, não deixando o foco das políticas governamentais apenas no Ensino Superior. "Acredito que isso foi a grande contribuição do ministro. Hoje achamos isso uma platitude. Achamos isso óbvio, mas teve uma época em que não era, época que explica porque nossas universidades foram sucateadas", afirmou ela.

No final do evento, a presidente ainda minimizou as falhas encontradas no exame, que pode ser usado como calcanhar de Aquiles contra o ministro durante a campanha eleitoral. "Nós somos humanos. Quando tem um erro, tem de aprimorar. Não estou dizendo, que é perfeito, estou dizendo que é um caminho", disse em entrevista após a solenidade.

O Palácio do Planalto agendou para esta segunda-feira como despedida de Haddad - que deixa o governo para disputar a prefeitura de São Paulo - uma cerimônia para o anúncio de um milhão de bolsas de estudo concedidas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). Criado em 2005, o Prouni concede bolsas de estudo integrais e parciais a alunos carentes.

Desenvolvimento por meio da Educação
Dilma Rousseff também afirmou nesta segunda-feira que o Brasil está seguindo a trilha do desenvolvimento social por meio da educação. Ao citar seu antecessor e criador do programa de bolsas universitárias para a baixa renda, a presidente lembrou que Lula não tinha ensino superior. "Foi preciso um metalúrgico que não teve acesso ao ensino universitário saber quanto é importante o ensino universitário".

Para a presidente, em época de crise econômica internacional, o Brasil tem investido em ações que podem mudar o nível de desenvolvimento. "Acredito que a combinação de programa de distribuição de renda com garantia de acesso à educação é o caminho correto para o Brasil mudar de patamar", avaliou.

Dilma também elogiou o Congresso Nacional e o comportamento da oposição frente a votações de interesses nacionais. Ela criticou o parlamento americano, que tem deixado o governo Obama com a corda no pescoço em decisões importantes. "O parlamento brasileiro está acima de questões menores que está acima do desenvolvimento. Aquele tipo de negativa que a gente tem visto entre Democratas e Republicanos (partidos políticos americanos). Eu agradeço todo o parlamento (brasileiro) por isso", disse.

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