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 Órgão responsável pelo Enem deve mudar presidente de novo
19 de janeiro de 2012 18h15 atualizado às 18h29

A professora Malvina Tuttman assumiu a presidência do Inep há um ano. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A professora Malvina Tuttman assumiu a presidência do Inep há um ano
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A mudança no comando do Ministério da Educação (MEC) deve atingir também o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pelas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O MEC, que a partir de terça-feira responde a Aloísio Mercadante - Fernando Haddad se desliga para concorrer à prefeitura de São Paulo -, confirma que estuda a substituição da professora Malvina Tuttman, algo "natural" devido à troca de ministros. O Inep, contudo, garante que ainda não há qualquer definição nesse sentido.

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O MEC nega que a substituição seja motivada pelos problemas na última edição da prova, como o vazamento de 14 questões do pré-teste em uma escola do Ceará e os erros na correção de mais de 100 redações. O ministério diz ainda que as alterações na estrutura da pasta podem prejudicar a proposta de aplicar uma edição do Enem em abril, já que é preciso fazer um planejamento da prova com antecedência.

Malvina Tuttman está no cargo há um ano. A ex-reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) assumiu a presidência do Inep com o desafio de tentar recuperar o Enem após sucessivas falhas nas edições de 2009 e 2010. Ela substituiu José Soares Neto, que comandou o órgão por um ano, período em que houve o erro na impressão dos cadernos, o que motivou a aplicação de uma nova prova para os candidatos prejudicados.

Consultada, a assessoria do Inep disse que a presidente trabalha normalmente e que ainda não foi definida uma mudança no comando do órgão.

Duas edições do Enem
Uma das principais lutas de Malvina ao assumir a presidência do Inep foi ampliar o número de edições do Enem no ano, o que foi confirmado com a divulgação do edital com uma prova agendada para o primeiro semestre e outra para o fim do ano. No entanto, o ministro Fernando Haddad tem afirmado desde a semana passada que isso pode não acontecer.

Nesta quinta-feira, o ministro criticou as exigências feitas por integrantes do Ministério Público e da Justiça, que cobram que o Inep disponibilize as provas de redação para os 4 milhões de estudantes que fizeram o Enem em 2011. "Exige-se do Enem o que não se exige de nenhum vestibular, nem de nenhum outro concurso público no Brasil. Por que esta discrepância, este privilégio? A Justiça Federal do Ceará passou por cima de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) acertado com o Ministério Público Federal e com a Justiça Federal, em outubro", criticou o ministro.

O ministro também justificou que o exame poderia enfrentar problemas com a mudança do comando do Ministério da Educação, mas sem citar a troca no Inep. "Solicitei à empresa de gestão de riscos que acompanha o Enem, a Módulo, um relatório pormenorizado, inclusive com uma avaliação sobre a postura e o comportamento do Ministério Público, para só então tomar uma decisão com relação à realização ou não da prova", afirmou.

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