Estudantes fazem fila nas proximidades do campus da Uninove antes da abertura dos portões
Foto: Fernando Borges/Terra
- Thaís Sabino
- Direto de São Paulo
A edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) incluiu pela primeira vez em sua avaliação a prova de língua estrangeira. A novidade preocupa os estudantes que farão o exame na tarde deste domingo em São Paulo. Para eles, as aulas de inglês e espanhol nas escolas particulares ou públicas são fracas. Os candidatos alegam que as aulas são curtas, geralmente acontecem uma vez por semana e não ensinam o suficiente para responder as questões do Enem.
Neste domingo, os estudantes devem optar pela língua estrangeira de sua preferência - inglês ou espanhol. As questões de ambas as disciplinas estarão no mesmo caderno, e o aluno terá que marcar as respostas na língua que optou na hora da inscrição. Ele deverá marcar também no gabarito se respondeu às perguntas em inglês ou espanhol.
As amigas Giovanna Vilela, 17 anos, e Giovana Eliza Rossin, 18 anos, escolheram inglês como disciplina de língua estrangeira do Exame. As duas estudam no colégio particular Santa Maria, que tem aulas de inglês. "Escolhi inglês porque é o que eu estudo mais", disse Giovanna Vilela, que além das aulas, complementa o aprendizado fora da escola. Já para Giovana Rossin "espanhol pode ter duplo sentido, prefiro inglês".
A estudante Cíntia Rodrigues, 18 anos, também escolheu inglês. "Nunca estudei espanhol. Inglês eu estudo bastante", diz. Na escola pública Matatias Gomes dos Santos as aulas de inglês são insatisfatórias, segundo ela. Gabriela Gomes, 17 anos, optou por espanhol. "Minha escola é pública, temos aulas de inglês uma vez por semana só". Já espanhol, ela fez um curso de dois anos e se sente mais preparada. "Inglês não daria. As aulas são fracas".
Franklin Peroza, 18 anos, preferiu responder questões em inglês, também porque fez um curso fora da escola. Daniel Arre Gonçalves, 16 anos, só optou pela língua inglesa pois fez um curso particular. Segundo ele, as aulas na escola particular Stockler não são boas o suficiente. Caroline Sena, 18 anos, nunca estudou inglês ou espanhol. Para ela, a língua latina é mais fácil, e por isso, optou por espanhol como língua estrangeira no segundo dia de provas. Ao contrário de Caroline, na escola de Débora Luana Souza Oliveira, existem aulas de inglês e espanhol. Mesmo assim, a estudante optou por espanhol, por considerar "mais próximo do português".
Desde as 11h, o movimento na Rua Vergueiro, próximo à Uninove, estava intenso. Estudantes aguardavam sentados em frente à faculdade e do outro lado da rua tentando se proteger do sol forte deste domingo. Por volta das 12h, uma fila contornava o quarteirão.
- Especial para Terra





















































