- Fabricio Escandiuzzi
- Direto de Florianópolis
De acordo com Diogo Viganigo, 18 anos, um dos primeiros a terminar o exame no Instituto Estadual da Educação, na região central da cidade, o tema serviu para "lavar a alma". "Podemos falar dos escândalos no governo do Distrito Federal, de uma árvore de Natal de R$ 3 milhões ou de uma série de coisas", disse. "Deixei a redação por último e falei sobre o vazamento das provas do Enem. Foi um desabafo e saí de alma lavada".
Diogo destacou que a prova de matemática foi a mais complicada nos dois dias de Enem e salientou que os enunciados, mais uma vez, foram muito extensos. "Eram duas perguntas por página porque as questões estavam muito mal redigidas", disse.
Na opinião da estudante Cláudia Ugolini, 17 anos, a prova foi tranquila, mas as questões eram muito "exageradas". Ela vai usar a nota para tentar uma vaga no curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina e se disse prejudicada com a mudança de datas. "Em outubro eu estava super preparada. Essa mudança e toda publicidade dada ao Enem fez com que outros candidatos se preparassem melhor para a prova", disse. "No meu curso, que é o mais disputado da universidade, meu interesse era me sair bem melhor do que os outros".
Cláudia também elogiou o tema da redação e espera ter se saído bem. "É atual e quem acompanha jornal não tem dificuldade em escrever sobre ética", completa.
A redação que era vista como o grande fantasma pela estudante Letícia Cantona, 19 anos, acabou se transformando num grande "alívio". "Deram uma chance para que a gente passasse toda a nossa revolta com várias coisas que acontecem no Brasil, incluindo essa confusão do vazamento das provas", disse.
- Especial para Terra

