Enem

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12 de novembro de 2010 • 22h36 • atualizado às 08h13

MEC coloca no ar site para correção diferenciada do Enem

 

Já está disponível no site http://sistemasenem2.inep.gov.br/correcaoprova/, do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o módulo para que os estudantes que tenham sido prejudicados por erros na folha de respostas possam solicitar a correção invertida do gabarito.

No primeiro dia do exame, a folha em que os estudantes marcaram as respostas das questões estava com o cabeçalho das duas provas trocado - a primeira metade das questões era de ciências humanas e o restante, de ciências da natureza, mas na folha de marcação as questões estavam identificadas de forma invertida.

O Ministério da Educação (MEC) diz que alertou os fiscais de sala para que orientassem os alunos a seguirem a ordem numérica. Quem foi mal orientado e trocou a ordem do preenchimento poderá fazer o requerimento para a correção invertida.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou hoje os gabaritos oficiais das provas do Enem. A liberação ocorreu após a suspensão da decisão da juíza federal da 7ª Vara do Ceará, que impossibilitava o prosseguimento do Exame, pelo presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, Desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, nesta sexta-feira.

O presidente do TRF afirmou que a suspensão envolvendo mais de 3 milhões de estudantes traria transtornos aos organizadores e candidatos em todo o Brasil e que a alteração do cronograma prejudicaria diversas instituições de ensino superior que utilizam as notas do Enem em seus vestibulares. Ainda destacou a possibilidade de um alto prejuízo, da ordem de R$ 180 milhões, decorrente da decisão da Justiça Federal do Ceará.

Nova prova
O Ministério da Educação calcula que, até o momento, cerca de 200 estudantes deverão refazer as provas do Enem por causa dos erros de impressão nos cadernos de prova amarelos. Os dados foram apresentados pelo ministro Fernando Haddad ao presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick, em audiência na tarde de quinta-feira.

As entidades defendem, entretanto, que todos os alunos que tenham se sentido prejudicados pelos erros na aplicação do Enem tenham a chance de fazer as provas novamente em caráter opcional. Segundo Chagas, essa possibilidade foi descartada pelo ministro, porque poderia atrasar o calendário das 83 instituições de ensino superior que usam a nota da prova como critério de seleção.

Agência Brasil