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Haddad se desculpa por erros no Enem, diz presidente da Ubes

11 nov 2010 19h44
| atualizado às 20h46
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Luciana Cobucci
Direto de Brasília

O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick, afirmou, nesta quinta-feira, que o ministro da Educação, Fernando Haddad, pediu desculpas aos estudantes e à população brasileira pela confusão ocorrida com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com o Evanovick, o ministro disse que pretende fazer um pedido formal de desculpas pela situação nos próximos dias.

Evanovick e Augusto Chagas,que preside a União Nacional dos Estudantes (UNE) se reuniram na tarde desta quinta com Haddad. O Ministério da Educação (MEC) informou que o número de estudantes prejudicados pelos erros no Enem será conhecido no fim da próxima semana.

As entidades estudantis afirmaram que participarão das discussões sobre os critérios que definirão quem de fato foi prejudicado pelos erros nos cadernos de provas amarelos e na impressão de gabaritos. O presidente da UNE considera que uma chance de refazer a prova não deve ser dada apenas aos estudantes que fizeram a prova amarela.

"Levamos ao ministro Haddad as reclamações que a UNE e a Ubes receberam desde segunda-feira. Tivemos três grandes problemas: a prova amarela, que foi o maior, a impressão errada dos gabaritos e confusão sobre locais de prova. Muitos monitores não sabiam dar informações, o que transmitiu insegurança aos candidatos", afirmou Augusto Chagas.

Segundo o presidente da UNE, uma nova reunião entre os representantes das entidades estudantis e o ministro da Educação será feita na semana que vem. "Nós não defendemos a anulação do exame. Defendemos que os prejudicados tenham chance de refazer a prova. Além disso, já está acertado que vamos participar da elaboração do Enem 2011. Também defendemos que ele seja seriado e seja realizado mais de uma vez por ano", disse.

O MEC ainda não tem calendário para uma possível realização de novas provas. A data mais provável é no primeiro final de semana de dezembro, nos dias 4 e 5, antes da aplicação do Enem em mais de 700 presídios, nos dias 6 e 7.

Twitter
De acordo com o presidente da Ubes, o ministro da Educação pediu desculpas pelas afirmações feitas no fim de semana pelo twitter do MEC. No microblog, o responsável pela postagem de mensagens afirmou que os estudantes que haviam "dançado" no Enem estavam sendo monitorados e seriam processados por causar "alvoroço" nas redes sociais. Yann Evanovick afirmou que as entidades estudantis não vão aceitar as declarações.

"Não aceitaremos intimidação e não aceitaremos que o MEC aja como órgão de polícia. Não vamos aceitar que haja perseguição, que o MEC processe ou anule provas pelo uso de redes sociais", disse.

Problemas no exame
Um erro de montagem nos cadernos de prova amarelos prejudicou vários estudantes que realizaram a prova no sábado (6). Segundo o MEC, o erro foi localizado em um lote de 21 mil provas. No cabeçalho da folha de respostas que todos os alunos receberam, o espaço para o gabarito de algumas questões estava trocado. Após a falha, o exame foi suspenso e o MEC avalia se reaplicará a prova e quem terá direito de refazê-la caso isso ocorra.

Fonte: Especial para Terra
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