Educação

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11 de maio de 2011 • 19h30 • atualizado em 12 de Maio de 2011 às 21h38

Em protesto, 10 mil professores estaduais anunciam greve em SC

Em greve, 10 mil professores estaduais tomam ruas de Florianópolis

Segundo a Polícia Militar, cerca de 10 mil professores protestaram em Florianópolis
Foto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para Terra
 
Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

Professores da rede estadual de ensino de Santa Catarina decidiram entrar em greve após assembleia realizada no final da tarde desta quarta-feira, em Florianópolis. Segundo a Polícia Militar (PM), cerca de 10 mil educadores participaram do protesto, a maior mobilização já realizada pela categoria no Estado.

Ao sair da reunião que definiu a greve, houve um princípio de tumulto por causa de uma decisão da Polícia Militar do Estado de fechar o portão principal do centro de convenções de Florianópolis, impedindo a saída do carro de som e dos trabalhadores.

Segundo o Sindicato dos trabalhadores em educação (Sinte), organizador do evento, a corporação exigia que a caminhada fosse feita por uma passarela de pouco mais e dois metros de largura e não pela avenida Governador Gustavo Richard, como haviam combinado previamente.

De acordo com a Polícia Militar, a medida foi tomada para garantir a segurança dos manifestantes e dos motoristas que trafegavam pela avenida e para evitar um confronto a passagem foi liberada.

Com faixas e cartazes, os docentes cobraram do governo catarinense que pague o piso salarial nacional definido em lei. Após o protesto, os professores caminharam pelo centro de Florianópolis e causaram tumulto no trânsito. Batedores da Polícia Militar e um helicóptero acompanharam a manifestação, que passou pela Assembleia Legislativa e pela secretaria de estado da Educação.

A paralisação geral das atividades em todas as escolas do Estado, que irá afetar 700 mil alunos, está marcada para começar na próxima quarta-feira. Nos próximos dias, os professores devem orientar os pais e os alunos sobre a decisão da greve.

O governo catarinense, que recorreu à Justiça contra o piso nacional do Magistério, apresentou uma proposta de pagamento de R$ 1187 de salário, incluindo os abonos, valor que não foi aceito pela classe. Pela lei, o valor deve ser pago sem a inclusão de benefícios como o abono salarial.

Colaborou com esta notícia o internauta Maicon Glomer, de Blumenau (SC), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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