Contra homofobia, vídeo aborda questão do travesti na escola

24 nov 2010
09h39
atualizado às 09h41
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Claudia Andrade
Direto de Brasília

Um adolescente nascido José Ricardo que se descobre mulher e passa a ser Bianca. Esse é o tema de um dos três vídeos desenvolvidos por uma ONG (organização não-governamental) dentro do projeto Escola sem Homofobia. O vídeo foi apresentado nesta terça-feira (23) em seminário promovido pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados.

Na peça, Bianca fala das dificuldades enfrentadas na escola por ser travesti. Como ir ao banheiro de meninas e não de meninos e ouvir o nome de batismo na hora da chamada. "Tem dias em que vir pra escola é um castigo; tem horas em que fico com medo de ser agredida. Uma vez quase me bateram", diz o ator, no vídeo.

Mas a personagem também fala que recebe o apoio de várias pessoas, inclusive professores. "Sou diferente da maioria, mas pensando bem, tudo mundo é diferente de todo mundo".

Os vídeos devem integrar um kit contra a homofobia na escola que deverá ser distribuído para seis mil escolas de todo o País. "Ficamos muito contentes que esse material tenha sido aprovado", comemorou Lena Franco, da ONG Ecos - Comunicação em Sexualidade, que elaborou os vídeos.

Ela destacou ainda que cerca de 200 profissionais foram capacitados para usar o material, mas que a entidade tem interesse em ampliar o trabalho.

Especial para Terra

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