Congresso do Chile destitui ministro da Educação

17 abr 2013
22h49
atualizado às 23h52
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O ministro da Educação do Chile, Harald Beyer, foi destituído pelo Congresso nesta quarta-feira por não fiscalizar os lucros das instituições de ensino, ao final de um julgamento político no Senado. A acusação constitucional contra o ministro Beyer foi aprovada por 20 votos contra 18, ao final de uma tensa sessão do Congresso chileno, em Valparaíso, 120 km de Santiago.

"Hoje fui destituído pelo Senado, primou o pior da política, e em uma área tão sensível como a educação", disse Beyer ao final do julgamento político.

O pedido de destituição foi apresentado pela oposição de centro esquerda e avançou na Câmara dos Deputados em 4 de abril passado, o que determinou a suspensão temporária das funções de Beyer como ministro. O Senado, composto por 38 membros e dominado pela oposição, determinou que Beyer, na qualidade de ministro, não fiscalizou o lucro das instituições de ensino. Em sua defesa, Beyer argumentou que o ministério não tinha tal atribuição.

A proibição do lucro nas instituições de ensino é uma das demandas dos estudantes chilenos, que desde 2011 exigem uma educação pública gratuita e de qualidade. Com a decisão, Beyer fica impedido de exercer cargo público pelos próximos cinco anos.

Beyer esteve à frente do ministério da Educação por 15 meses e foi o terceiro da pasta na gestão do presidente Sebastián Piñera (2010-2014). A destituição ocorre sete meses antes das eleições nacionais no Chile, em novembro.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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