Check-up da educação básica reflete gargalo no 1º ano do ensino médio

Em 2013, foram identificadas 13,3 milhões de matrículas nos anos finais do ensino fundamental, que compreendem do 5º ao 9º ano

25 fev 2014
16h50
atualizado às 16h58
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O governo federal comemorou nesta terça-feira a tendência de adequação do fluxo dos alunos do ensino fundamental, a partir da política que evita a repetência de alunos. A mudança do ensino fundamental para o médio, no entanto, mostra uma tendência de abandono escolar. O Censo da Educação Básica 2013 aponta uma redução de matrículas no ensino fundamental, dado que é considerado bom pelo Ministério da Educação (MEC), pelo fato de haver menos repetência nesta fase do ensino. “É considerada uma queda boa porque temos de um lado um movimento demográfico e ao mesmo tempo temos uma melhor desempenho do aluno e uma menor retenção no sistema”, explicou o ministro da Educação, Henrique Paim.

Em 2013, foram identificadas 13,3 milhões de matrículas nos anos finais do ensino fundamental, que compreendem do 5º ao 9º ano. Em 2007, por exemplo, o número de matrículas era de 14,3 milhões. Se a adequação ao fluxo sugere uma elevação no ingresso ao ensino médio, os gráficos do censo não parecem refletir o cenário. De 2007 a 2013, o número de matrículas ficou praticamente estável, passando de 8,369 milhões para 8,312 milhões.

O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), Francisco Soares, explica que a diferença nos números não implica necessariamente evasão. Parte dos alunos se matriculam na educação de jovens e adultos (EJA) ou no ensino profissionalizante. No entanto, ele reconhece que o primeiro ano do ensino médio ainda é um desafio na educação por, entre outros motivos, o número elevado de repetência, que tende a desmotivar os alunos a continuarem sua formação escolar.

“O ensino médio é um problema histórico que está mudando. As taxas de aprovação no ensino médio, principalmente no primeiro ano, estão em torno de 70%. Esse é o gargalo”, afirmou Soares.

Aumenta oferta de ensino integral

A exemplo do ensino fundamental, a educação básica como um todo aponta tendência de queda no número de matrículas, motivadas mais uma vez pela redução demográfica brasileira associada a menor repetência. Mesmo assim, o universo de alunos da pré-escola ao terceiro ano do ensino médio – incluindo ensino técnico profissionalizante – chega a 50 milhões. O total de matrículas é maior do que a população de Argentina, Paraguai e Uruguai juntos.

O governo destacou que de 2010 a 2013, cresceu em 139% o número de matrículas em educação integral no ensino fundamental. Com turno mínimo de sete horas-aula, essa modalidade de ensino ganhou as graças da presidente Dilma Rousseff, que afirma que é característica de países desenvolvidos educação ofertada por mais horas.

Atualmente, o número de estudantes matriculados nesse tipo de escola chega a 3,1 milhões.  O turno complementar é destinado a oferecer mais tempo de ensino em disciplinas fundamentais, como Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, mas parte do tempo é destinado ainda a atividades extracurriculares, como atividades culturais e esportivas.

Fonte: Terra

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