CE: apesar da aprovação do piso, professores mantêm greve

30 set 2011
16h32
atualizado às 16h36

Os professores estaduais do Ceará decidiram manter a greve nesta sexta-feira. Em assembleia, os grevistas resolveram dar continuidade ao movimento e já marcaram um ato para a próxima segunda-feira no Palácio da Abolição, onde o governador Cid Gomes deverá assinar a proposta aprovada pelo deputados.

Professores estaduais do Ceará decidiram manter a greve, que ocorre desde o dia 5 de agosto
Professores estaduais do Ceará decidiram manter a greve, que ocorre desde o dia 5 de agosto
Foto: Futura Press

Após o conflito ocorrido entre grevistas e policiais durante a votação, na terde de ontem, o acesso ao prédio da Assembleia Legistlativa do Estado está fechado. Dentro dop local estão apenas os professores que estão fazendo greve de fome e alguns estudantes. A entrada está sendo controlada pela polícia.

Segundo o presidente do Sindicato dos Professores e Servidores no Estado do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, "o governador tem que refletir sobre o infeliz episódio de ontem para a educação do estado". O sindicato reclama da ação dos deputados em assinarem a proposta enviada pelo governo sem antes marcarem uma audiência pública com a categoria.

A votação
Na tarde de quinta-feira, os deputados estaduais aprovaram, em caráter de urgência, o projeto de lei do governo do Estado que estabelece um salário base de R$ 1.187 para os professores de nível básico, equiparando ao piso nacional da categoria para uma jornada de 40 horas. A votação aconteceu em meio a protestos dos docentes, que entraram em confronto com agentes do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Greve
Desde o dia 5 de agosto os docentes estaduais do Ceará estão em greve. No dia 26 de agosto, o desembargador Emanuel Leite Albuquerque, do Tribunal de Justiça do Ceará, determinou pela primeira vez a suspensão de greve dos professores sob pena de multa de R$ 10 mil ao sindicato da categoria e de desconto dos dias não trabalhados aos professores.

O sindicato recorreu da decisão, mas no último dia 19 o desembargador voltou a ordenar a suspensão do movimento. Apesar da ordem judicial, a categoria permanece em greve.

Fonte: Terra
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