BH: médicos se manifestam contra estrangeiros e por melhorias na saúde

4 jul 2013
00h29
atualizado às 09h41
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Cerca de 2 mil médicos e estudantes de medicina fizeram uma manifestação pacífica na tarde e noite desta quarta-feira, em Belo Horizonte (MG). Entre as principais reivindicações, eles pedem pela não contratação de profissionais da área de fora do País sem a revalidação do diploma, feita pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos. Eles também protestaram por mais estrutura nos locais de trabalho.

Médicos devem encaminhar reivindicações ao governo federal
Médicos devem encaminhar reivindicações ao governo federal
Foto: Marcellus Madureira / Especial para Terra

A passeata iniciou por volta das 16h, na região hospitalar, no centro da capital mineira. Depois eles caminharam para a Praça 7, no coração da cidade, onde, às 18h, cantaram o hino nacional. Então partiram para o plenário da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), para uma assembleia para discutir os rumos dos protestos da categoria.

Um dos líderes do movimento em Belo Horizonte, o presidente da Associação Médica, Lincoln Lopes Ferreira, explicou que o movimento é importante para mostrar a indignação para a população. "Quando você está dentro da instituição as coisas acontecem de maneira pontual, as pessoas passam a maior parte do tempo sadias e não conseguem perceber o que acontece. Então é importante mostrar que não estamos satisfeitos com essas medidas que estão sendo tomadas, entre elas de atribuir os problemas do sistema público de saúde aos médicos. Falta saúde digna aos brasileiros. Então situações acontecem e isso não chega ao público. Queremos mudar esse quadro", avaliou.

Ferreira explicou ainda os problemas que o sistema de saúde terá com os médicos estrangeiros. "Eles estão quebrando leis. O exercício da função é previsto com diploma reconhecido e registro no conselho de medicina. Com isso, este profissional está apto a exercer as atividades e inclusive a responder por seus atos. Deste jeito não vai ter mais qualificação profissional", afirmou.

Com 30 anos de medicina, Regina Souza Santos explica que a revolta com a proposta do governo federal de trazer médicos de fora lhe levou às ruas. "Eu fico indignada de saber que estão trazendo médicos estrangeiros que não tiveram a qualidade de formação que tivemos aqui. Nós estudamos seis anos e temos mais dois de residência, e ela (Dilma) quer trazer médicos que estudaram apenas quatro anos. Eles não têm uma formação adequada. Vão vir para tratar de pessoas no SUS. Então a saúde vai ficar dividida em tratamento para SUS e tratamento para quem tem condições de pagar por um plano”, argumentou.

Após a assembleia realizada na Associação Médica de Minas Gerais, a categoria deverá criar uma carta de reivindicações e mostrar a indignação com os últimos acontecimentos e depois encaminha-la para o governo federal.

Fonte: Especial para Terra
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