- Odilon Rios
- Direto de Maceió
Apesar da promessa de construção de 72 escolas nas áreas destruídas pelas cheias de junho de 2010 - menos de dez delas saíram do papel -, 14 contratos para a construção de salas de aula em oito cidades foram reajustados em quase R$ 1 milhão (exatos R$ 910.924,94) pelo governo de Alagoas e a Secretaria Estadual de Educação e Esportes com a empresa responsável pelas obras.
Os contratos preveem 65 salas de aula, em estilo pré-moldado, feitas de PVC. Segundo um especialista na área da terceira geração do plástico ouvido pelo Terra, cada sala demora menos de um mês para ficar pronta, e o material não apresenta risco aos alunos.
Apesar da rapidez, nenhuma destas salas de aula saiu do papel. O contrato prevê salas de aula em oito cidades: Murici (14 salas), Santana do Mundaú (9), Capela (2), Jacuípe (6), Quebrangulo (6), União dos Palmares (12), Viçosa (6) e São José da Laje (10).
Em junho, as cheias nos vales do Paraíba e Mundaú completam dois anos. Nem 10% das casas foram erguidas. As escolas também estão atrasadas.
Na última sexta-feira, 201 famílias do conjunto Habitacional Frederico Maia Filho receberam suas casas. Foi inaugurada, também, a escola Professor Antônio de Oliveira Santos. "Estamos cumprindo o compromisso de reconstruir cidades muito melhores para dar mais qualidade de vida para a população. As obras deste governo são medidas pela felicidade da sua gente. As casas já estão cheias de vida, com alegria, esperança e perspectiva de futuro", disse o vice-governador José Thomáz Nonô (DEM).
Das 201 unidades habitacionais do Conjunto Frederico Maia, 195 têm 40 m² de área e seis têm 60 m², estas adaptadas para deficientes físicos. A infraestrutura inclui calçamentos, rede de energia elétrica, estação de tratamento de esgoto exclusiva, rede de drenagem de águas pluviais, escola de nível fundamental com seis salas, quadra poliesportiva, praça e campo de futebol, além de nove lotes destinados ao comércio.
